Seds apresenta relatório sobre crimes de estupro e prostituição de menor
sáb, 20 de maio de 2017 05:25Da Redação
Em Araguari, houve aumento de casos no ano passado
De uma forma geral, as ocorrências de crimes contra a dignidade sexual envolvendo pessoas da faixa etária de zero a 17 anos se mantiveram estáveis no último biênio, sem apresentar queda ou elevação considerável. As informações são da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).
Em 2015 foram registradas 5.850 ocorrências em Minas Gerais, enquanto em 2016 foram 5.836, uma redução de 0,24%. Os dados incluem registros de estupro, corrupção de menores, assédio sexual, prostituição e exploração sexual de menores, violência sexual, favorecimento da prostituição e rufianismo – quando alguém lucra com a exploração sexual alheia.
A Gazeta do Triângulo levantou que em Araguari a situação foi diferente nesse período. No ano de 2016, as polícias Civil e Militar atenderam 23 ocorrências dessa natureza, nove a mais do que em 2015. Nos primeiros quatro meses de 2017, foram apurados cerca de dez casos de abuso sexual, no entanto, nem todos apresentaram provas concretas dos fatos.
Boa parte dos acionamentos ocorreu nos bairros Brasília, São Sebastião, Bella Suíça, Novo Horizonte, Miranda, Brasília, Fátima, Santa Terezinha e Vieno, tendo crianças e adolescentes como vítimas.
No quesito exploração sexual de menores, o número de denúncias em Araguari diminuiu nos últimos anos, conforme apurado pela reportagem. A queda deu-se em função de ações desenvolvidas pela Promotoria da Infância e Juventude e Conselho Tutelar.
CARTILHA
A Polícia Civil lançou nesta quinta-feira, 18, a cartilha “Violar os direitos das crianças e adolescentes é crime. Denuncie”. A publicação é direcionada ao público adulto e esclarece quais são os principais tipos de violência contra as crianças e adolescentes, como a violação à liberdade sexual e o trabalho infantil. Além disso, traz também os principais sinais apresentados pelas vítimas, para que os pais ou responsáveis possam observar e denunciar qualquer suspeita de abuso ou exploração sexual infantil. A cartilha está disponível no site da Polícia Civil (www.pc.mg.gov.br).
Entre os sinais físicos e as mudanças de comportamento geralmente apresentados por crianças que estão sofrendo algum tipo de abuso estão: dificuldades escolares; depressão, distúrbio do sono e falta de apetite; presença injustificada de lesões; aparência descuidada; agressividade e isolamento social; comportamento inadequado para a idade; fuga de casa; dor ou inchaço nas áreas genital ou anal e automutilação e tentativa de suicídio.
Ao contrário do que boa parte da população acredita, denúncias contra crianças, idosos, mulheres e pessoas com deficiência também não devem ser feitas pelo 181 Disque Denúncia Unificado, mas pelo Disque Direitos Humanos (100). Um serviço gratuito, sigiloso, que também recebe ligações de todo o Estado e funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 22h.
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