Quatro irão a julgamento popular pela morte de jovem que teve o corpo queimado próximo ao ginásio Zebrinha
qui, 19 de setembro de 2019 05:06Da Redação
A Juíza Danielle Nunes Pozzer, titular da Primeira Vara Criminal e da Infância e Juventude da Comarca de Araguari entendeu que quatro acusados deverão ser submetidos a julgamento popular, em razão da morte brutal de Nicolas Victor Pereira Marques, o “Chitão”, 24 anos, na noite de 23 de janeiro de 2019. A vítima foi morta a pauladas e facadas. Não bastasse isso, teve o corpo completamente queimado. Os envolvidos chegaram a gravar um vídeo com tamanha barbaridade.
Na sentença de pronúncia – que mandou os acusados ao júri, Danielle Pozzer justificou que os acusados corromperam dois adolescentes na prática dos crimes e que uma testemunha relatou com riqueza de detalhes os fatos, esclarecendo que naquela noite todos eles estavam em sua residência, conforme consta num vídeo feito no local.
“Muito embora dois réus tenham negado a prática delitiva e dois tenham permanecido em silêncio, as provas colhidas aos autos são suficientes para apontar os indícios de autoria, devendo ser afastado, portanto, o pedido de impronúncia”, colocou a Juíza.
Ainda de acordo com ela, os acusados cometeram o crime por motivo torpe, ao que tudo indica, por desentendimentos anteriores do tráfico de drogas, utilizando o meio cruel e recurso que dificultou a defesa do jovem, sendo atraído para o local do crime e severamente espancado e executado a golpes de faca, sem chance de reação.
A Juíza observou, ainda, que os denunciados e os adolescentes ocultaram e destruíram o cadáver de Nicolas Victor. Eles envolveram o corpo num colchão e atearam fogo. Na madrugada, o cadáver foi encontrado carbonizado em um terreno nas imediações da rua Espírito Santo, proximidades do ginásio de esportes Zebrinha, depois que populares perceberam uma estranha movimentação naquele lugar e acionaram a Polícia Militar.
Após diligências ao longo do dia, quatro suspeitos foram capturados e autuados em flagrante por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. A Justiça decretou a prisão preventiva dos investigados, que aguardam pelo julgamento recolhidos na unidade prisional do município.
A defesa recorreu da sentença de pronúncia. Assim, a Primeira Vara Criminal terá que aguardar o resultado em Belo Horizonte para confirmar a data para a realização do júri popular.
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