Hélvio Gomide: memória da imprensa de Araguari
sex, 25 de setembro de 2026 08:00Da Redação

Foto 1: Hélvio Alberto Gomide, redator mais antigo vivo da Gazeta do Triângulo, relembra sua trajetória na imprensa de Araguari.
Redator mais antigo vivo da Gazeta do Triângulo relembra os tempos do jornal, do Ventania e da TV Paranaíba
No dia 22, a reportagem da Gazeta do Triângulo recebeu em sua redação Hélvio Alberto Gomide, o redator mais antigo vivo do jornal, personagem que ajudou a escrever importantes páginas da imprensa de Araguari.
No dia 12 de outubro, Hélvio completa 83 anos de vida. Sua trajetória na imprensa começou quando a Gazeta do Triângulo ainda era a Sociedade Anônima Gazeta do Triângulo, período em que passou a colaborar com o jornal e acompanhar de perto os acontecimentos da cidade.
Ao longo de sua trajetória, também participou do Ventania, jornal de denúncia, colaborou com a TV Paranaíba e, posteriormente, seguiu para a vida pública, atuando na Câmara Municipal e como secretário da Fazenda nos governos de Milton de Lima e Milton Lemos.
Em uma conversa marcada por boas lembranças, revisitou momentos, personagens e acontecimentos que fizeram parte da história da comunicação local.
Acompanhe a entrevista a seguir:
Como começou sua relação com o jornalismo?
“Sempre gostei de escrever e de acompanhar os acontecimentos da cidade. Comecei a colaborar com os jornais, escrevendo sobre assuntos do cotidiano e fatos que despertavam o interesse dos leitores. Era um trabalho que exigia dedicação e contato próximo com as pessoas. O jornal registrava aquilo que acontecia e que movimentava Araguari”.
O senhor começou a trabalhar na Gazeta do Triângulo quando o jornal ainda era uma Sociedade Anônima. Como era esse trabalho?
“Comecei a trabalhar na Gazeta em uma época importante de sua trajetória, quando ainda era a Sociedade Anônima Gazeta do Triângulo. Eu procurava escrever sobre os acontecimentos do dia a dia, acompanhando aquilo que despertava o interesse dos leitores. Era um trabalho de dedicação, contato com as pessoas e acompanhamento dos fatos da cidade”.
E como o senhor define a linha da Gazeta naquela época?
“Especialmente na época de Afif Rade, a Gazeta procurava não se envolver em grandes polêmicas. Havia uma maneira mais cuidadosa de tratar os acontecimentos. Em contrapartida, o Botija Parda abordava assuntos de maneira mais direta e polêmica”.
Como foi sua participação no Ventania e qual era a proposta da publicação?
“O Ventania era um jornal de denúncia, que buscava abordar os acontecimentos e levar ao conhecimento dos leitores questões que mereciam atenção. Participei desse projeto e tive a oportunidade de contribuir com a publicação por meio do meu trabalho como redator. Foi uma experiência importante, realizada ao lado de pessoas abnegadas, que tinham dedicação e compromisso com a imprensa de Araguari.”
O senhor também participou da TV Paranaíba?
“Sim. Colaborei com a TV Paranaíba, tratando de assuntos que movimentavam Araguari. Foi outra experiência importante, com uma linguagem diferente, mas sempre acompanhando os acontecimentos da cidade”.
Depois dessa fase, o senhor deixou o jornalismo?
“Fui para a Câmara Municipal de Araguari, onde trabalhei como assessor especial. Aos poucos, deixei de escrever para os jornais e passei a me dedicar ao trabalho público. Também fui secretário da Fazenda nos governos de Milton de Lima e Milton Lemos”.
Depois de tantos anos, o que os jornais representam para a história de Araguari?
“Os jornais acompanham a vida da cidade. Quem deseja conhecer determinado período, seus acontecimentos e personagens, encontra nas páginas dos jornais um registro muito importante. Eles guardam fatos que, com o passar dos anos, ajudam a compreender como a cidade se transformou”.
Quais pessoas o senhor destacaria nessa trajetória?
“A história da imprensa escrita em Araguari foi construída por pessoas abnegadas, que dedicaram tempo e trabalho às páginas dos jornais. Entre elas, podemos lembrar Afif Rade e Darli Amaral, que tiveram participação importante nessa trajetória. Hoje, essa história continua com Lucas Amaral, que mantém o compromisso de registrar, por meio do jornal impresso, os acontecimentos de Araguari e região. Cada um, em seu tempo, deu sua contribuição para preservar nas páginas dos jornais fatos, personagens e momentos que fazem parte da nossa história.”
Que mensagem deixaria para as novas gerações que acompanham a Gazeta do Triângulo?
“Que valorizem a história. A Gazeta tem uma trajetória de 89 anos, atravessando diferentes épocas, governos e gerações. Muitas pessoas passaram por suas páginas e deixaram sua contribuição. O jornal não apenas noticia os acontecimentos: ele registra a vida da cidade e preserva para o futuro aquilo que acontece no presente”.

Foto 2: Documento que registra a trajetória de Hélvio Alberto Gomide no jornalismo e sua ligação com a imprensa de Araguari.
Divulgação
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