Professores do estado paralisam para cobrar repasses do Fundeb e reajuste do pagamento do piso nacional
qua, 13 de março de 2024 08:04Da Redação

Um dos motivos da paralisação é o reajuste do pagamento conforme o piso nacional
Divulgação
A partir de hoje, 13, começa a paralisação de 48 horas dos professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais. A ação foi aprovada em reunião realizada pela categoria no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no dia 22 de fevereiro. O intuito do movimento é pressionar o governo de Minas sobre repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de dezembro de 2023, além de cobrar reajuste do pagamento conforme o piso nacional.
“Nós vamos fazer uma greve nos dias 13 e 14 de março de modo a pressionar o governo do Estado para que negocie a pauta econômica com o Sind-Ute. São demandas que dizem respeito a valorização efetiva dos profissionais de educação. É importante destacar que, o estado de Minas Gerais é um dos piores vencimentos básicos dos professores e dos demais trabalhadores do país”, afirma Denise Romano, coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG).
Os servidores reivindicam que o Poder Executivo estadual pague o saldo do Fundeb, que, de acordo a categoria, estaria sendo utilizado em outras despesas. “Nós temos recursos vinculados da educação, Fundeb, que o governo do Estado utiliza para fazer outro tipo de política, para usar em outras despesas. Nós queremos, então, o rateio dos recursos do Fundeb”, disse.
Além disso, os profissionais solicitam um reajuste dos salários segundo o piso salarial nacional. Atualmente, conforme reajuste de 12,84% aprovado em janeiro, os servidores da educação de Minas recebem R$ 2.652,22 por 24 horas semanais. Por outro lado, o Ministério da Educação determinou que o piso, que antes era R$ 4.420,55, fosse reajustado para R$ 4.580,57.
Os professores também pedem que a Assembleia Legislativa (ALMG) derrube o veto do governador Romeu Zema (Novo), que invalidou o texto que permitia ampliar
o atendimento médico do Ipsemg aos profissionais aposentados em regime geral da previdência. “ Nós queremos a integralização do piso salarial profissional e nós queremos também que os deputados estaduais de Minas Gerais derrubem o veto do governador em relação ao direito de quem se aposenta pelo INSS continuar com os recursos do Ipsemg de assistência médica”, cobra a coordenadora-geral do Sind-Ute.
É bom mencionar que a paralisação termina amanhã. Entre as atividades previstas, estão: uma audiência pública na ALMG, que vai debater a derrubada do veto do governador ao projeto de lei que trata do sobre o Ipsemg; atos regionais e diálogos com deputados, nas diversas regiões de Minas.
A rede estadual de ensino de Araguari também aderiu à paralisação, mas até o fechamento da edição o sindicato não soube precisar quais escolas iriam participar da greve de 48 horas.
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