Prefeitura de Araguari tem prejuízo de R$ 200 mil em royalties de energia
qua, 17 de setembro de 2014 00:39
Érico Chiovatto, secretário de Fazenda explica situação atual, em relação à queda na receita. Foto: Arquivo
DA REDAÇÃO (com assessoria) – Com o baixo volume de água armazenado nas represas, os repasses relativos à participação na produção de energia elétrica despencaram nos últimos meses afetando diversos municípios mineiros.
Em Araguari, a queda neste mês foi de 250 mil reais e terá reflexo no orçamento mensal da prefeitura, sobretudo, no pagamento de fornecedores, informa o secretário de Fazenda Érico Chiovatto.”
No mês passado, o repasse foi de R$ 450 mil, dentro da normalidade. No entanto, neste mês, em relação à pequena geração de energia, situação oriunda do setor hídrico, houve esta diminuição”, detalhou.
Com a queda acentuada dos reservatórios nos últimos meses, o atendimento da demanda por energia no horário de ponta deve se transformar em um novo quebra-cabeça para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) durante o início do verão, em dezembro.
Segundo o órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica, pelo menos oito usinas hidrelétricas de médio ou grande porte estão tecnicamente impossibilitadas de produzir no máximo de sua capacidade devido ao baixo volume de água armazenado nas represas.
Em algumas usinas, o volume se encontra atualmente até 15 metros abaixo da altura necessária para fazer com que suas turbinas funcionem a plena potência. Essa situação crítica pode ser observada em hidrelétricas como Furnas, Marimbondo, Água Vermelha, Emborcação, Nova Ponte, Três Marias, Sobradinho e Itaparica. Todas elas ficam nas regiões Sudeste e Nordeste, próximas dos centros de consumo e são cruciais nos planos do ONS.
O pior caso registrado é o da hidrelétrica de Emborcação, no rio Araguari, onde o nível do reservatório está 14,9 metros inferior ao da queda de referência. Outra situação grave é o da usina de Três Marias, no rio São Francisco (MG), com 13,7 metros de defasagem.
De acordo com os registros do ONS, a maioria desses reservatórios nunca terminou o período seco em níveis tão baixos. O governo aposta em uma hidrologia mais regular para enchê-los até o fim da próxima temporada de chuvas. Ainda que isso ocorra, é temerário dizer se as precipitações serão capazes de recolocar o volume de água na altura das quedas de referência até janeiro ou fevereiro, o que seria decisivo no atendimento do horário de ponta. O período de chuvas recomeça oficialmente em dezembro e termina apenas em maio.
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