Prédio do Núcleo de Atenção à Saúde Mental necessita de cuidados
sáb, 18 de janeiro de 2014 00:01TALITA GONÇALVES – Existe um duro contraste entre a importância do atendimento oferecido pelo Núcleo de Atenção à Saúde Mental e más condições em que o local se encontra atualmente. O prédio de dois andares situado à rua Manoel Póvoa (bairro Industrial), onde funcionava a antiga Delegacia, necessita de cuidados.
Cadeiras com encostos quebrados ou o estofado rasgado; banheiro masculino com defeito; porta quebrada e muito mato, nos fundos e principalmente na entrada são alguns exemplos. “Só o fato de passar na porta, sinto um mal-estar. Parece uma casa abandonada. Imagino uma pessoa que tem algum problema e vem aqui; acho que a primeira impressão não deve melhorar as coisas,” comentou uma jovem, moradora do bairro.
A reportagem visitou as instalações do Núcleo no final de novembro e ao retornar nesta semana, verificou que nada havia mudado. “A equipe é boa, recebe a gente bem. Mas a estrutura não. Acho que a sala de espera podia ser melhor,” observou uma senhora atendida pela unidade.
Lucélia Rodrigues, secretária de Saúde, reconhece o problema e afirma que ele não é fruto de descaso. “A questão é disposição de verba. Temos intenção de reformar o local, mas não há recurso,” disse.
A capina deve começar na próxima semana, garantida por meio de acordo verbal entre ela e o secretário de Serviços Urbanos, Odon Naves.
Por outro lado, a manutenção do banheiro e outras pequenas reformas dependem da contratação de uma empresa terceirizada. “A prefeitura pretende abrir uma licitação agora no começo do ano. Não temos uma equipe que faça esse serviço,” ressaltou.
Sobre o estado das cadeiras, a secretária afirma que as pessoas não respeitam o patrimônio público. “Trocamos de três em três meses, mas não adianta. Temos que gastar um dinheiro que poderia ser usado para adquirir remédios ou exames. Não só no Núcleo isso acontece, nas unidades e na Policlínica também,” argumentou.
O município recebe do SUS cerca de R$ 780 mil por mês. Esse dinheiro é usado para pagamento de exames, internações, fisioterapias e compra de medicamentos. Só em internação, os gastos do município chegam a R$ 630 mil. Essas informações são da secretaria de Saúde.
Os repasses do governo estadual são feitos através de programas específicos para a saúde primária. Isso exclui a saúde mental, considerada de média complexidade.
Na segunda-feira, a secretaria começou um levantamento do que está em falta na rede pública de saúde para avaliar o que poderá ou não ser feito em cada unidade.
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