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População precisa ficar alerta em relação aos cuidados para evitar o mosquito Aedes aegypti

sex, 16 de fevereiro de 2018 05:17

por Mel Soares

Rede particular registra casos de Dengue em Araguari

O relatório do mês de janeiro sobre o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) apontou altos índices larvários do mosquito que transmite a dengue, a febre amarela, chikungunya e Zika Vírus. O LIRAa é o método simplificado que possibilita o diagnóstico do município em relação a infestação e os tipos de criadouros.

Maioria dos criadouros foi encontrada em recipientes de plástico, latas e lixo

Maioria dos criadouros foi encontrada em recipientes de plástico, latas e lixo

 

Segundo Vicente de Paula Marques de Oliveira, coordenador do departamento de Zoonoses da secretaria de Saúde, o índice foi de 5,4% sendo que o aceitável pela OMS – Organização Mundial de Saúde é de 1%.

No início do mês o primeiro mutirão de limpeza foi promovido do bairro Vieno onde foi possível a retirada de mais de 30 toneladas de materiais inservíveis. A próxima região a receber o trabalho deve ser o Goiás parte alta e também o bairro Novo Horizonte cujos índices estão altos. Mais uma reunião do Comitê de combate ao mosquito deve ocorrer no mês de março com o intuito de traçar estratégias. A visita em locais que tendem a possuir criadouros também tem sido constante como em borracharias, ferros velhos e cemitérios. “Estamos promovendo ações de conscientização que incluem a solicitação de apoio de representantes de bairros e líderes religiosos. Também estamos buscando parcerias com o 2° Batalhão Ferroviário e a Polícia Militar”, completou.

Sobre o número de casos confirmados de Dengue, o profissional afirma que não houve notificações desde o mês de agosto do ano passado. “Em torno de duas pessoas realizaram os exames para detectar se estão ou não com Dengue, mas o resultado ainda não saiu”, explicou.

No setor particular há registros da doença. Segundo Reinaldo Caetano, proprietário do Laboratório Central, no período de novembro de 2017 a janeiro 119 pessoas realizaram o teste e cinco casos foram confirmados.

De acordo com os dados divulgados do LIRAa, o maior Índice de Infestação Predial, de 7,0, foi encontrado nos bairros: Alan Kardec, Jóquey Clube, Goiás parte alta, Vieno, São Judas, São Sebastião, Jardim Panorama, Independência, Santiago e Araras. Em seguida, estão os bairros: Goiás, Nossa Senhora de Fátima, São João e Industrial, com 6,5.

O índice de 5,4 foi diagnosticado nos bairros: Santa Helena, Maria Eugênia, Monte Moriá, Brasília, Fátima I, Fátima II, Gutierrez, Madri e Bela Suíça. No Centro e nos bairros Rosário e Aeroporto o número foi de 5,2.

Índice de 4,7 foi detectado nos bairros: Bosque, Novo Horizonte, Amorim, Jardim Millenium e Belo Jardim. O menor número, de 3,2, foi detectado nos bairros: Interlagos, Paraíso, Sibipiruna, Alvorada, Miranda, Parque dos Verdes, Portal dos Ipês e Granville.

Criadouros

A maioria dos criadouros, 35,3%, foi encontrada em recipientes de plástico, latas e lixo em geral. “Os moradores precisam se atentar quanto aos cuidados que devem ser tomados em suas residências, no seu quintal, pois os depósitos (criadouros) encontrados são recipientes removíveis, fáceis de serem eliminados, que é de responsabilidade do próprio morador”, destacou.

Em 24,4% dos itens considerados criadouros são vasos de plantas, pratos, bebedouro de animais e frascos com água. A principal recomendação é a realização de limpeza constante para eliminar a possibilidade de o mosquito reproduzir.

Mais de 22% dos criadouros positivos foram encontrados em caixas d’água, tambores e tonéis em geral. Nestes casos, a ação indicada é providenciar a cobertura ou vedação, se indispensável proteger/lavar, caso contrário, descartar.

Outros 10% foram identificados em depósitos fixos como calhas, lajes, ralos, sanitários em desuso, sendo necessário o conserto, a vedação de sanitários e ralos em desuso ou ainda a limpeza frequente.

Os demais criadouros foram encontrados em pneus e em depósitos elevados ligados a rede de caixa d’água. A medida a ser tomada é providenciar a cobertura. Sobre os pneus inutilizados o ideal é fazer furos para evitar o acúmulo de água, além da limpeza constante.

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