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Ponte Quinca Mariano passa a funcionar no sistema “pare e siga” a partir desta quarta-feira, 15 de julho

qua, 15 de julho de 2026 08:00

Da Redação

Legenda: É preciso que todos que necessitam passar pela ponte se atentem às orientações e ao fechamento geral.

As obras estruturais na Ponte Quinca Mariano, importante ligação entre os estados de Minas Gerais e Goiás, terão início de forma gradual a partir desta quarta-feira, 15 de julho. Neste primeiro momento, o tráfego de veículos passará a funcionar no sistema “pare e siga”, permitindo a passagem alternada de veículos enquanto as equipes iniciam os trabalhos de intervenção na estrutura.

 

A medida marca o começo de uma obra considerada essencial para garantir a segurança e a durabilidade da ponte, que há anos apresenta necessidade de recuperação estrutural. Apesar do início das intervenções, o bloqueio total da travessia ainda não ocorrerá nesta etapa.

 

De acordo com o cronograma estabelecido pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), a interdição completa da Ponte Quinca Mariano está prevista para o dia 1º de agosto. A partir dessa data, o tráfego será totalmente suspenso para que os serviços mais complexos possam ser executados com segurança e dentro das normas técnicas.

 

O anúncio do fechamento total continua provocando grande repercussão entre lideranças políticas, empresários, comerciantes e moradores, principalmente no município de Caldas Novas (GO), uma das cidades que mais depende da ligação com o estado de Minas Gerais para o fluxo de turistas, trabalhadores, prestadores de serviços e transporte de mercadorias.

 

Representantes do setor produtivo têm demonstrado preocupação com os impactos econômicos que a interrupção da ponte poderá causar. A expectativa que eles apresentam é de redução no movimento comercial, aumento dos custos logísticos e dificuldades para quem utiliza diariamente a travessia entre os dois estados. Fato que não chega a ser uma realidade, já que existem outros dois pontos de ligação, passando por Araguari, Cumari, Goiandira, Catalão, Ipameri, Nova Aurora, até retomar o caminho normal, chegando à cidade de Corumbaíba.

 

Além do setor empresarial, políticos goianos também intensificaram as manifestações em busca de alternativas que evitassem o fechamento completo da estrutura ou, ao menos, reduzissem o período de interdição.

 

Nas últimas semanas, diversos pedidos foram encaminhados ao Governo de Goiás solicitando a revisão do cronograma da obra. Parlamentares, prefeitos, representantes de entidades comerciais e empresários defenderam a adoção de medidas que permitissem manter algum tipo de circulação durante toda a execução dos serviços.

 

Os apelos foram direcionados ao governador em exercício, Daniel Vilela, diante da preocupação com os reflexos econômicos para a região. Entretanto, até o momento, a Goinfra manteve o planejamento original e confirmou que o bloqueio total da Ponte Quinca Mariano será realizado no dia 1º de agosto, conforme previsto.

 

O órgão responsável pela obra sustenta que a interdição integral é necessária para garantir a segurança dos trabalhadores e possibilitar a execução das intervenções estruturais sem oferecer riscos aos usuários da ponte.

 

Enquanto o fechamento definitivo não entra em vigor, motoristas deverão redobrar a atenção ao passar pelo local. Durante esta primeira fase, o fluxo funcionará em sistema “pare e siga”, com controle do trânsito e liberação alternada dos veículos nos dois sentidos.

 

A orientação é para que os condutores programem suas viagens, respeitem a sinalização implantada na rodovia e estejam preparados para possíveis retenções, especialmente nos horários de maior movimento.

 

Embora o cronograma tenha gerado divergências e críticas por parte de diversos segmentos da sociedade, há consenso quanto à necessidade da recuperação estrutural da Ponte Quinca Mariano. A intervenção busca garantir melhores condições de segurança para motoristas, motociclistas e caminhoneiros que utilizam diariamente uma das principais ligações entre Minas Gerais e Goiás.

 

Nos próximos dias, a expectativa é de que novas reuniões entre representantes políticos, entidades empresariais e o Governo de Goiás continuem discutindo alternativas para minimizar os impactos da interdição, sem comprometer o andamento das obras, consideradas essenciais para a recuperação da estrutura.

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