Policiais civis são homenageados por elucidação rápida de assassinato envolvendo técnica em Enfermagem
ter, 22 de outubro de 2019 05:37Da Redação
Crime brutal ocorreu em agosto, no município de Araguari
A Câmara Municipal de Uberlândia outorgou durante sessão solene no plenário Homero Santos, Diplomas de Moção de Aplauso aos policiais civis de Uberlândia e de Araguari que elucidaram o assassinato de uma técnica de Enfermagem, ocorrido há dois meses, repercutindo em toda a região.

Homenagem ocorreu na semana passada
** Divulgação
No dia 26 de agosto, Zeilimar Lúcia de Lima, 42 anos, foi encontrada carbonizada nas margens de uma represa no município de Araguari, após sair de Uberaba para se encontrar com dois homens com quem teria combinado a compra de um diploma falso de médica. Ela chegou a pagar R$ 16.000,00 pelo material, mas suspeitou de o negócio ser um golpe e ameaçou denunciar os desconhecidos à polícia.
Os suspeitos, conforme as investigações, atraíram a vítima até Araguari supostamente para a entrega do diploma, porém quando se encontraram, ela foi dopada e morta. Os criminosos abandonaram o corpo perto da represa e atearam fogo. Com a localização do cadáver, na região de condomínios Uirapuru, a Polícia Civil iniciou as investigações e os acusados foram localizados e presos no bairro Planalto em Uberlândia, na vizinha cidade.
A homenagem aos policiais partiu de uma indicação de autoria do vereador Doca Mastroiano (PR) aprovada por unanimidade. A sessão, realizada na manhã do último dia 16, foi bastante concorrida, com a presença de autoridades e convidados de ambas as cidades, dentre eles o chefe do 9º Departamento de Polícia Civil, Marcos Tadeu de Brito Brandão e os delegados regionais de Araguari e de Uberlândia.
Doca Mastroiano afirmou que Uberlândia e região têm o dever de reconhecer o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil na elucidação de diversos crimes, contudo, no caso da técnica de Enfermagem, o Legislativo fez questão de homenagear os policiais que, desde a ocorrência se desdobraram e elucidaram o crime rapidamente, prendendo os envolvidos.
O delegado Marcos Tadeu de Brito Brandão, discursou em nome da corporação, agradecendo o reconhecimento. Ele e os delegados regionais de Uberlândia, Luciano Alves dos Santos; de Araguari, Wilton José Fernandes, e o chefe do 2º Distrito Policial, Daniel Batista Azevedo, também receberam a homenagem, juntamente com os outros policiais civis.
OS FATOS
Policiais Civis de Araguari diligenciaram até a zona rural do município, visando à apuração de um encontro de cadáver, conforme denunciado pelo solicitante, um construtor de 42 anos.
No local, às margens de uma represa, foram encontrados restos mortais do sexo feminino, roupas e objetos pessoais da vítima. Assim a equipe da Quarta Delegacia Regional de Polícia Civil realizou levantamentos no sentido de elucidar os fatos, tendo o apoio dos colegas de Uberlândia, identificando a mulher como Zeilimar Lúcia de Lima, 42 anos, técnica em Enfermagem na cidade de Uberaba. Na vizinha cidade, dois suspeitos, um barbeiro de 20 anos, e um pintor, de 21, foram presos e teriam assumido a autoria do crime.
Conforme as investigações, a trabalhadora provavelmente teria ameaçado denunciar os envolvidos, que então planejaram dar fim à vida dela. Após marcarem um encontro em Uberlândia, doparam a mesma e levaram-na para o rancho do padrasto de um dos rapazes, onde o corpo foi amarrado em um colchão e incendiado.
O telefone celular de Zeilimar Lúcia foi encontrado no veículo de um dos investigados, um Ford/Fusion, 2008, cor preta, placas de Ipatinga/MG. Também foram apreendidos os celulares dos suspeitos, um frasco de remédio, além de 940 reais em dinheiro.
Na madrugada de 20 de agosto, o enteado teria contado ao padrasto que havia matado uma mulher no rancho dele. Com isso, havia “resolvido seus problemas”. A informação foi levantada pelos policiais.
Os dois envolvidos teriam utilizado um colchão e um lençol para atear fogo e queimar o corpo da mulher. Pela manhã, o proprietário do rancho voltou a questionar o jovem a respeito dos fatos e este reafirmou o cometimento do homicídio, dando mais detalhes de como ele e o comparsa fizeram.
Apenas no domingo, o padrasto foi até a propriedade e constatou a falta de um colchão e um lençol da cama de casal. Pouco depois foi ao local citado pelo enteado e visualizou um crânio, roupas e ossos espalhados às margens da represa. Assim, procurou a polícia para que as providências fossem tomadas.
A Polícia Civil chegou aos suspeitos através das redes sociais, pois numa postagem, um deles estava na casa da namorada. Após ser preso, ele denunciou o comparsa.
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