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PM de Meio Ambiente apreende R$ 225 mil em produtos usados para falsificar agrotóxicos

ter, 5 de abril de 2016 08:13

Da Redação

Insumo falsificado poderia chegar a 5 milhões de reais, segundo análise de engenheiro agrônomo

Uma denúncia anônima pelo 181 levou a PM de Meio Ambiente a realizar uma operação na manhã de sábado, 2, em uma casa no bairro Amorim, relacionada à falsificação de agrotóxicos. Foram apreendidos 1.790 litros do líquido pronto para ser comercializado, além de 1,1 tonelada de matéria prima, produtos, galões, recipientes plásticos e ferramentas utilizadas na fabricação. Os dois suspeitos, irmãos com 53 e 57 anos, estão foragidos.

Operação da PM de Meio Ambiente localizou grande quantidade de insumos agrícolas falsificados e materiais utilizados na fabricação

Operação da PM de Meio Ambiente localizou grande quantidade de insumos agrícolas falsificados e materiais utilizados na fabricação

 

 

Segundo os policiais, os moradores das proximidades estavam incomodados com o mau cheiro de agrotóxico vindo da residência. Outras duas abordagens haviam sido feitas, mas sem sucesso.

Desta vez, um dos suspeitos estava na casa e confirmou que havia produtos agrícolas na residência. No entanto, segundo a PM de Meio Ambiente, ele afirmou que iria pegar a chave do portão para que a equipe entrasse e acabou fugindo. Uma vizinha relatou que ele pulou o muro de sua casa e depois passou para o quintal de outro vizinho.  Antes da fuga, o irmão do suspeito também chegou no local.

Segundo o comandante do 4º Pelotão de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário, tenente Álisson Cassimiro dos Santos, as equipes contaram com o apoio de um engenheiro agrônomo para avaliar e identificar a ação dos suspeitos.

A matéria prima utilizada na fabricação de agrotóxicos custaria cerca de 225 mil reais. Depois de manipulada, a mistura adulterada revendida poderia chegar a 5 milhões de reais.

De acordo com informações do comandante, outros componentes eram adicionados na mistura para que ela chegasse a cor e ao cheiro característicos do defensivo agrícola original, como corantes líquidos e produtos específicos. “Na hora que o produtor fizesse a aplicação dessas substâncias em lavouras de soja, café, milho, não teria o efeito esperado, pois estaria fraco, devido à diluição em outros materiais, ou seria até mesmo inexistente,” observou.

Também foram encontrados vasilhames, fitas adesivas para lacrar as caixas, bem como timbre de empresas responsáveis pela produção de materiais agrícolas e bobinas com rótulos de alguns produtos. “Com base em tudo o que apreendemos e pelas características que verificamos na casa, como a presença de ferramentas, anotações de fórmulas, o insumo era de fabricação caseira,” informou.

Havia na residência cheques no valor de 20 mil e 15 mil reais, além de outros em menores quantias no nome dos suspeitos e de outras pessoas. Um caderno com anotações de fórmulas, nomes e telefones de possíveis envolvidos no esquema e notas fiscais dos produtos em nome do irmão do suspeito podem ajudar nas investigações.

No momento da apreensão, o outro suspeito disse à PM que o restante dos materiais estava no pátio de uma oficina, próximo a casa. Durante a averiguação dos veículos que estavam no pátio, o suspeito fugiu, deixando para trás sua Carteira Nacional de Habilitação.

A Polícia de Meio Ambiente precisou de um caminhão para recolher todos os produtos que estavam na residência e estavam ligados à fraude. A Polícia Civil deve investigar o caso.

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