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Pesquisa revela atual perfil universitário: adultos que conciliam estudo, trabalho e família

ter, 18 de agosto de 2026 08:00

Da Redação

Pesquisa da EAD UniCesumar mostra que 55% dos estudantes ativos têm entre 30 e 49 anos; História de Marinês Botim é exemplo do atual perfil e é marcada por sua determinação enquanto mãe atípica

A imagem do universitário como um jovem recém-saído do Ensino Médio já não representa, sozinha, a realidade do ensino superior. Dados da Pesquisa de Empregabilidade 2025 da Graduação EAD UniCesumar, última edição disponível do levantamento, mostram a presença predominante de adultos que conciliam os estudos com trabalho, responsabilidades financeiras e cuidados familiares.

Entre os alunos ativos que participaram da pesquisa, 29% têm entre 30 e 39 anos e 26% estão na faixa dos 40 aos 49 anos. Somados, esses grupos representam 55% dos estudantes. Entre os egressos, 53% também estão nessa faixa etária: 25% têm entre 30 e 39 anos e 28%, entre 40 e 49 anos.

Para Gustavo Pisano, gerente pedagógico da EAD UniCesumar, a mudança está relacionada à ampliação do acesso ao ensino superior, à busca por qualificação profissional e à flexibilidade proporcionada pela educação a distância. “Hoje, é comum encontrar estudantes com mais de 30 anos, que trabalham em tempo integral, possuem filhos e retornam aos estudos em busca de desenvolvimento profissional, progressão na carreira ou realização pessoal. O ensino superior deixou de ser uma etapa exclusiva da juventude e passou a fazer parte de diferentes fases da vida”, afirma.

A transformação também está associada à consolidação da educação ao longo da vida, conceito conhecido como lifelong learning. Em um mercado marcado por mudanças tecnológicas e pelo surgimento de novas ocupações, voltar a estudar passa a ser uma estratégia para atualizar conhecimentos, desenvolver competências e acompanhar novas exigências profissionais.

Trabalho, família e universidade fazem parte da mesma rotina

O levantamento reforça que estudar é apenas uma das diferentes responsabilidades assumidas por esse público. Entre os alunos ativos, 75% estão trabalhando. O índice chega a 80% entre aqueles que já concluíram a graduação.

A realidade familiar também ajuda a dimensionar a rotina desses estudantes, que muitas das vezes, sustentam seus filhos. Entre os alunos ativos, 24% informaram ter um dependente em casa, 25% possuem dois, 20% têm três e 16% vivem com quatro ou mais dependentes. Isso significa que 85% dos participantes ativos convivem com ao menos um dependente.

Além do trabalho e dos estudos, parte expressiva desse público participa diretamente da manutenção da família. Aproximadamente 66% dos alunos ativos contribuem para as despesas familiares ou são os únicos responsáveis pelo orçamento da casa.

Segundo Pisano, esse cenário exige que as instituições considerem a realidade do estudante trabalhador ao organizar a experiência acadêmica. “É necessário oferecer modelos mais flexíveis, metodologias ativas, tecnologias educacionais e apoio acadêmico contínuo. Os currículos também precisam estar alinhados às transformações do mercado e permitir que o estudante perceba valor imediato na formação, aplicando os conhecimentos em sua própria rotina profissional”, explica.

Portanto, o desafio, segundo o gerente, não se resume a garantir o ingresso no ensino superior. “É necessário criar condições para que o aluno consiga permanecer no curso e desenvolver competências mesmo diante de uma rotina dividida entre emprego, família e vida pessoal”.

Formação como caminho para novas oportunidades

Com base na pesquisa, os objetivos profissionais indicados pelos participantes ajudam a explicar porque tantos adultos decidem iniciar ou retomar uma graduação. Para os próximos 12 meses, 15% dos alunos ativos pretendem conquistar um emprego efetivo, enquanto 14% buscam um aumento salarial ou promo…

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