Pedidos de vereadores reforçam preocupação com a MG-414 entre Araguari e Amanhece
qua, 19 de agosto de 2026 08:00Da Redação

Legenda: Pedidos visam salvar vidas diante de uma rodovia com alto índice de acidentes.
A preocupação com a segurança de quem utiliza a MG-414, rodovia que liga o perímetro urbano de Araguari ao Distrito de Amanhece, voltou a ganhar destaque durante a sessão ordinária da Câmara Municipal realizada nesta terça-feira, 18 de agosto. Diante do histórico de acidentes e, principalmente, após mais uma morte registrada na rodovia ao final da semana passada, os vereadores Giulliano Tibá e Cláudio Coelho reforçaram a necessidade de que o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) adote providências urgentes para melhorar as condições de segurança da via.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Giulliano Tibá, acompanhado pelo vereador Cláudio Coelho, voltou a cobrar do DER-MG a realização de novas obras e intervenções na MG-414. A intenção é buscar medidas que possam diminuir os riscos de acidentes e oferecer melhores condições de circulação para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres que utilizam diariamente a rodovia.
Entre as solicitações apresentadas por Tibá está a implantação de acostamento nos dois lados da pista, medida considerada fundamental para proporcionar uma área de segurança aos usuários da rodovia. O vereador também pediu a instalação de tachões refletivos à luz no centro e nas laterais da pista, possibilitando uma melhor visualização dos limites da via, principalmente durante a noite e em períodos de baixa visibilidade. “Tenho percebido o trabalho do colega Cláudio Coelho e, junto a ele, reforço minha preocupação e pedidos junto ao DER para que realize as obras necessárias”, destacou o presidente da Câmara.
A manifestação dos dois vereadores ocorre em um momento de crescente preocupação com a segurança da MG-414. A ocorrência de mais uma morte na rodovia, registrada no final da semana passada, serve como um alerta para a necessidade de discutir não apenas a responsabilidade dos usuários, mas também as condições estruturais e de sinalização oferecidas ao longo do trecho.
É importante destacar que uma rodovia segura depende de diversos fatores. A infraestrutura precisa oferecer condições adequadas para a circulação, mas os usuários também têm papel fundamental na prevenção de acidentes. Motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres precisam respeitar as regras de trânsito, manter atenção redobrada e adotar comportamentos compatíveis com as características da estrada.
No caso da MG-414, um dos pontos que merece atenção é justamente a velocidade desenvolvida por alguns condutores. A rodovia, nas condições atuais, exige cautela e não comporta uma condução irresponsável em velocidades elevadas. Ainda assim, é possível observar veículos trafegando em velocidades superiores a 100 km/h, comportamento que aumenta consideravelmente os riscos em um trecho que é utilizado por diferentes tipos de usuários.
Não basta cobrar apenas do poder público. Também é necessário que cada pessoa faça a sua parte. O motorista precisa respeitar os limites de velocidade e as condições da pista; o motociclista deve redobrar os cuidados; ciclistas precisam buscar as áreas mais seguras possíveis para circulação; e pedestres devem evitar situações de exposição desnecessária ao risco.
Da mesma forma, entretanto, não se pode colocar toda a responsabilidade sobre quem utiliza a rodovia. Quando uma estrada apresenta problemas estruturais, deficiência de acostamento ou sinalização insuficiente, cabe ao poder público avaliar as condições existentes e adotar as medidas necessárias para tornar o trajeto mais seguro.
É justamente nesse ponto que os pedidos apresentados pelos vereadores Giulliano Tibá e Cláudio Coelho ganham importância. A cobrança por acostamentos adequados e por dispositivos refletivos não deve ser encarada apenas como uma reivindicação política, mas como uma discussão sobre prevenção. Obras de infraestrutura e melhorias na sinalização podem contribuir para reduzir situações de risco e proporcionar aos usuários melhores condições para reagir diante de imprevistos.
E fica uma pergunta que precisa ser feita: será que nenhuma pessoa mais influente da cidade percebeu que a forma como o chamado “acostamento” foi deixado estava totalmente irregular para uma rodovia?
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