Paralisação nacional contra PEC dos gastos públicos
sex, 11 de novembro de 2016 05:08Da Redação
Centrais sindicais de todo o país realizam nesta sexta-feira, 18, uma paralisação contra a PEC 55 (241) que estabelece um limite de crescimento para os gastos públicos para os próximos 20 anos. A proposta prevê como limite para o aumento dos gastos públicos, em cada exercício, a inflação acumulada em 12 meses até junho do ano anterior. Em Araguari, estão marcadas atividades na praça Manoel Bonito das 9 às 18h.

Ocupação das escolas também foi uma das manifestações em protesto contra a PEC estabelecendo limite para crescimento de gastos
Nas escolas estaduais Professor Antônio Marques (Estadual) Raul Soares, Madre Maria Blandina (Polivalente) e Isolina França Soares Torres não haverá aula. Nas escolas Padre Damião, Paes de Almeida e Rainha da Paz haverá aula, com paralisação parcial de alguns professores.
A manifestação deve contar com a participação de estudantes, professores e demais cidadãos que não concordam com a medida do governo. Serão distribuídos panfletos, haverá plotagem de veículos com os dizeres “não à PEC” e também uma aula pública explicativa sobre a PEC. Na ocasião, haverá um momento para que os participantes possam expor suas ideias e os organizadores pretendem conseguir assinaturas para um abaixo-assinado contra a tramitação da proposta de emenda constitucional.
Segundo o professor José Luiz da Costa, coordenador do Sind-UTE em Araguari, o objetivo da iniciativa é chamar atenção da população “para os perigos da perda de direitos sociais alcançados nas áreas da saúde, educação e segurança.”
A PEC 241 foi aprovada pela Câmara dos Deputados e seguiu para o Senado. Para ele, somente através da mobilização popular é que a proposta poderá ser barrada. “Somente através da pressão popular é que conseguiremos impedir que esse projeto seja aprovado. A população está alheia porque ela não entendeu o que está embutido. De imediato ela não causa grandes problemas, mas como fixar os mesmos gastos por 20 anos se a população cresce a cada dia?”, indagou.
Em relação às ocupações, que foram interrompidas em Araguari após determinação do Ministério Público, mas que continuam em outras cidades, ele ressalta que o movimento não terminou com a desocupação. Além da PEC, a reforma do ensino médio também é alvo de críticas. “As escolas hoje não tem infraestrutura adequada para receber o aluno em tempo integral. As maiores escolas da cidade recebem uma média de 800 alunos. No Polivalente onde eu dou aula, por exemplo, tem apenas um banheiro, sem chuveiro, não tem um armário para que o aluno guarde seus pertences. Hoje, moramos em um país onde a maioria da população começa a trabalhar ainda cedo. Como é possível conciliar um emprego com ensino de tempo integral? Acho que é possível, desde que a escola ofereça as condições necessárias. Não temos uma grade curricular, isso não foi debatido com professores, alunos e com a comunidade,” expôs.
O coordenador finalizou afirmando que este deveria ser um dia de paralisação total dos trabalhadores. “Convido as pessoas a passarem lá, ouvirem mais sobre a PEC,” concluiu.
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Estão de parabéns, principalmente por transmitirem as pessoas a realidade da situação.