Moradores questionam a interdição de retornos em avenida
sex, 30 de março de 2018 05:18por Carolina Rodrigues
No começo da semana, dois contornos na avenida Calimério Pereira de Ávila começaram a ser fechados
Moradores da avenida Calimério Pereira de Ávila ficaram sem entender quando, nesta segunda-feira, dia 26, servidores da prefeitura começaram a fechar o retorno que fica entre as ruas Sebastião Naves e Piauí. O fato causou burburinhos nas mídias sociais, principalmente pelo fato de a abertura no canteiro ter sido executada há cerca de 15 anos; “tantas coisas que o bairro precisa e eles vêm destruir o que está pronto. É um descaso com o dinheiro do contribuinte”, comenta uma moradora.

O fechamento dos retornos está sendo feito por determinação do Ministério Público
Marco Antônio Vieira mora há quatro anos em frente ao contorno. Ele afirma que em momento algum os vizinhos foram avisados sobre o fechamento, muito menos os motivos que levaram a isso. “É um absurdo. Ninguém perguntou nada para mim ou para os vizinhos. Só fecharam uma parte do retorno na segunda-feira e não voltaram mais, sequer para finalizar”.
Outros vizinhos acreditam que a decisão partiu de denúncias de uma moradora. Um deles, que prefere não se identificar, ressalta que uma das residentes está sempre causando intrigas, inclusive chamando a polícia em ocasiões aparentemente desnecessárias. Em publicações nas redes sociais, essa hipótese também foi amplamente levantada.
O morador Silvino Mendes Filho aponta outro problema: “com o fechamento daquele contorno, mais pessoas irão até a esquina de uma revendedora de bebidas. Isso vai piorar a situação”. Ele é um dos que não concorda com a iniciativa e até sugere que seja feito um abaixo-assinado para impedir o fechamento.
Na sessão ordinária da Câmara desta semana, 27, o vereador Sebastião Joaquim Vieira (PRP) ressaltou esta situação. “Na segunda-feira à tarde, vi o pessoal fazendo meio-fio, impedindo o trânsito no local. Entendo que os retornos nessa extensão foram mal planejados no passado, mas é para uma questão de dinâmica e bom senso.”
O edil aponta que cobrou explicações da secretaria de Obras, responsável pela execução do serviço; obteve como resposta que a ação está sendo feita por ordens do Ministério Público. Porém, o vereador denuncia que houve uma contraproposta para o não fechamento, a de que houvesse uma área verde para compensar a área cedida para o retorno – o que não foi acatado pela prefeitura. “Acharam que era mais fácil fechar o retorno do que fazer uma área verde,” completa o edil.
Na ocasião, o parlamentar fez um requerimento solicitando documento com os motivos do fechamento do retorno e informações das mudanças para a mobilidade urbana.
O secretário de Obras, Inácio Marcelo Gonçalves, confirma que a ação iniciou por ordens da Promotoria, o que possivelmente derivou de uma denúncia anônima. Ele explica, ainda, que no local há duas aberturas feitas sem um projeto aprovado pelo município, o que demandou uma ação para o MP.
“Em um primeiro momento, o Ministério Público tentou negociar uma área verde para compensar a abertura; como nós não temos uma área assim, chegamos à conclusão de fechar”, afirma. Desta forma, a secretaria irá, de fato, fechar os dois retornos e, depois, a secretaria de Meio Ambiente vai plantar no local.
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Ministério público e quem manda na cidade
Lá não sei como é, mas nessas grandes avenidas poderiam acabar com vários retornos Deveriam deixar só aonde tem vias de grande movimento. Que graça tem um corredor turístico com esse tanto de aberturas de cem em cem metros tem que parar para esperar os carros fazerem retornos. Quem anda de carro odeia, mas quem anda a pé vai adorar. Essa quadra da Mato Grosso que ninguém usa também será um atrapalho.