Meio Desligado – A polêmica da continência militar nas Olimpíadas
qua, 17 de agosto de 2016 05:52
Das nove medalhas conquistadas pelo Brasil nas Olimpíadas do Rio, oito são de atletas militares. O texto fica um pouco chato, mas acho importante mencionar o nome de cada um.

Arthur Zanetti (Ginástica Artística)
Até agora, os dois ouros vieram com Rafaela Silva (Judô), sargento da Marinha e Thiago Braz (Salto com Vara), sargento da Aeronáutica; Arthur Zanetti (Ginástica Artística), sargento da Aeronáutica, e Felipe Wu (Tiro Esportivo), sargento do Exército, ficaram com a prata. Arthur Nory (Ginástica Artística), sargento da Aeronáutica; Rafaela Silva (Judô), sargento do Exército, Mayra Aguiar (Judô), sargento da Marinha e Poliana Okimoto (Maratona Aquática), sargento do Exército. O único medalhista que não integra as Forças Armadas é Diego Hypolito, da Ginástica Artística.
A maioria deles optou por prestar continência à bandeira enquanto subia ao pódio. A polêmica na verdade começou bem antes, em Londres 2012. O Comitê Olímpico, que proíbe manifestações religiosas e políticas, não viu problema algum no gesto. Mas por precaução, Rafaela Silva evitou com receio de perder a medalha.

Arthur Nory (Ginástica Artística)
Esse tipo de coisa nem deveria gerar controvérsia, mas estamos no Brasil. E agora, com a internet, todos se ofendem com tudo e nada vira muita coisa, basta apenas o incentivo de algumas curtidas. Bater continência é um gesto militar, mas sobretudo, de respeito ao país. Aqueles que criticam afirmam que é uma espécie de propaganda para o Exército. Pode até ser, mas não vejo como um pouco de respeito ao país pode ser um bicho de sete cabeças.
Agora, a pergunta que não quer calar: por que o Exército tem tantos medalhistas olímpicos? O Ministério do Esporte em parceria com as Forças Armadas criou um programa de incentivo à atletas de alto rendimento. Depois que Zanetti subiu ao pódio, seu técnico Marcos Goto, disparou: “(…) apoiar atleta de alto nível é muito fácil. Quero ver apoiar a criança até chegar lá.”
A observação de Goto faz todo sentido, uma vez que o caminho do esporte começa, de fato, muito cedo. Por outro lado, o Exército oferece um suporte muito bom para a maioria desses atletas. Diferente do Zanetti, que se tornou um rosto conhecido em outras competições, conseguindo bons patrocinadores, a maioria desses esportistas profissionais segue sem ter o mesmo apoio. Entendo a continência não só como respeito à bandeira, mas sim, como uma espécie de reconhecimento a essa instituição que, por em meio a tantas controversas, ainda preserva valores essenciais que andam meio esquecidos.
SHOW DO DISORDARK NO ANIVERSÁRIO DA YOLANDA
Sábado no Salinas teve a festa “Rock the Casbah”, comemoração de aniversário da amiga Yolanda Lemos, com a presença da banda Disordark. O set list fala por si só: Joy Division, The Cure e The Smiths.

Disordark
Uma sintonia boa entre os integrantes, conhecidos no cenário musical da região e que acumulam altos projetos paralelos. Arthur na bateria, Iuri do baixo, Gabriel na guitarra base e Tião no vocal e guitarra solo. Um show excelente. No dia 22, eles se apresentam em Uberlândia, no Vinil. Só mesmo no aniversário da Yolanda pra gente ver um cover desses na noite de Araguari.
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Somos todos militares, ou melhor, todos nos que militamos para um pais melhor, com mais educação, justiça social, enfim, que saudade do tempo quando os pilares da sociedade; Professores, Policiais, Médicos, Funcionários Públicos cumpriam seu papel e tinham seu valor, e os contraventores e/ou ociosos tenham que prestar contas, claro que houve muito exagero, muitos erros, muita injustiça e atropelos de direitos, não era perfeito mas era melhor, bem melhor, onde as instituições publicas.; escolas, hospitais, funcionavam.
No Brasil tudo que demonstra respeito, moral e lealdade vira polêmica. Dizer que continência à bandeira seria propaganda ao exercito é demonstração de falta de patriotismo.