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Mapeamento do cemitério Bom Jesus deve ser promovido nos próximos dois anos

ter, 22 de julho de 2014 00:46
Numeração diferente tem dificultado o trabalho dos gestores do cemitério. Foto: Gazeta do Triângulo

Numeração diferente tem dificultado o trabalho dos gestores do cemitério. Foto: Gazeta do Triângulo

DA REDAÇÃO – O Cemitério Bom Jesus tem 90 anos de existência e como informado pelo supervisor geral, Marcos Luciano Sales Junior, desde sua fundação, os cadastros têm sido realizados em livros e dificultado a organização e localização das sepulturas.

“Até a década de 90, a própria família escolhia o número do jazigo. Nos anos 81, houve a inversão destes números. Em alguns casos, essas placas se soltaram deixando o local sem identificação, como as chamadas cruzetas onde havia sepultamento no chão, sem qualquer identificação. Situações que colaboraram para a desordem que foi se acumulando e tem gerado dificuldades na identificação”, explicou.

Conforme visualizado pela reportagem, os números realmente estão em ordem aleatória e pelo fato de os cemitérios ficarem sob responsabilidade da prefeitura, muitos problemas foram se acumulando ao longo do tempo.

O supervisor disse ainda que a única área organizada dentro do cemitério é a parte  ampliada na gestão do prefeito Wanderley Inácio, onde é respeitada a sequência numérica assim como os registros.

“Atualmente, conseguimos informatizar o alvará de sete mil sepulturas. Em torno de 50% ainda não estão cadastradas. E um dos objetivos é o mapeamento para regulamentar todas as áreas”, ressaltou.

Em entrevista, Odon Naves, secretário de Obras disse que é imprescindível um levantamento completo de todas as sepulturas, mas de acordo com estudo, as atividades demandam muitos anos de trabalho, e, por isso, está sendo viabilizada uma solicitação para prorrogação do TAC – Termo de Ajuste de Conduta junto ao Ministério Público.

“A ação é muito morosa. Estamos estudando todos os aspectos legais junto à Procuradoria do município. Precisaremos de, no mínimo, dois anos para fazer o mapeamento completo, além de licitação junto a empresas responsáveis por este setor de mapeamento”, explicou.

Um dos transtornos apontados pelo secretário é em relação aos proprietários, que deverão atualizar o seu cadastro. “Precisaremos fazer uma ampla divulgação, em mídias não apenas locais, pois muitos proprietários não residem no município”, finalizou.

Alerta à população

Outro problema enfrentado pela nova gestão, ressaltado em entrevista é a respeito da negligência de familiares em não realizarem a manutenção adequada nas sepulturas. “A comunidade precisa ter consciência do seu papel. Isto é, fazer a limpeza regularmente evita transtornos e acúmulo de serviços”, destacou Odon Naves.

1 Comentário

  1. antonio disse:

    Os ricos que tem razão, morrem e pedem para serem cremados. Fim do problema, e de arcar com esses custos que de nada servem os cemiterios de Araguari sempre imundos, só fazem uma limpeza superficial na semana de finados.Enganando a população, experimentem ir fora dessa época, principalmente o cemiterio Park.Acho que devria ter um crematorio aqui em araguari, acabaria com essa bagunça.

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