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Imagens revelam a beleza no cerrado

sáb, 10 de setembro de 2016 05:24

por Talita Gonçalves

Exposição iniciada ontem no Conservatório fica aberta à visitação até o final do mês

Pode não parecer, mas ele concentra 5% da biodiversidade mundial e 30% da biodiversidade brasileira. Também possui grandes reservas subterrâneas de água doce que abastecem as principais bacias hidrográficas do país. O cerrado é a região de savana mais rica do planeta e o bioma da região mineira onde se encontra Araguari.

Fotos de alunos e do artista Julio Monteiro compõe exposição alusiva ao Dia do Cerrado

Fotos de alunos e do artista Julio Monteiro compõe exposição alusiva ao Dia do Cerrado

 

O Dia Nacional do Cerrado, comemorado neste domingo, 11, não passou em branco no município. O Conservatório Estadual de Música e Centro Interescolar de Artes Raul Belém inaugurou ontem uma exposição fotográfica registrando a variedade de espécies e belezas que muitas vezes está oculta em meio à paisagem. A exposição fotográfica ficará aberta para visitação do público até o final de setembro.

Quem organiza a mostra é o professor de desenho Julio Monteiro, cujas obras são uma verdadeira ode ao bioma regional. O acervo é composto por fotografias de Julio Monteiro e de participantes do 1º Concurso de Fotografias do Cerrado, para os alunos do Conservatório, em 2008. “O Cerrado parece uma paisagem feia, mas é de uma beleza inigualável,” ressaltou ele.

Mais do que o conhecimento e os questionamentos que a arte produz, o artista destacou ainda o saudosismo. “Para quem nasceu e cresceu aqui nessa região, nas comunidades rurais, o cerrado fez parte de momentos da vida. Existe um saber sobre as árvores, as flores, os frutos,” ressaltou.

Outro objetivo da exposição é alertar para a necessidade de preservação. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, nas últimas décadas houve uma redução de 48,4% do Cerrado e somente 3% do bioma está protegido um unidades de conservação.

A taxa de desmatamento é mais alta do que na Amazônia. E se este processo continuar, pesquisadores acreditam que o cerrado pode acabar em 50 anos. “Que isso não fique apenas na leitura das imagens, mas sirva de alerta para que as pessoas preservem,” concluiu.

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