Formação de Pirabas, por Inocêncio Nóbrega
sáb, 14 de fevereiro de 2015 00:06* Inocêncio Nóbrega
A comunidade científica e a sociedade paraense, de uma forma geral estão empenhadas em pesquisar e conservar, sempre com a exigida participação do poder público, de todo o acervo, bens móveis e imóveis, que venha constituir o patrimônio histórico estadual. Uma dessas preocupações são os depósitos fossilíferos de Salinópolis, a qual compõe uma unidade conhecida pelos pesquisadores por “Formação de Pirabas”. Trata-se de uma sequência dos fósseis descobertos em 1876, pelo naturalista suíço Emílio Augusto Goeldi, que chegou a dirigir um museu, qual hoje tem seu nome. Na verdade, achados marinhos, que afloram no litoral nordeste do Pará. O município de São João de Pirabas sedia, não só essa casa de cultura como mencionado sítio paleontológico.
A riqueza e variedade de conteúdo fossilífero, vegetais e animais, tem motivado o Núcleo de Paleontologia do Pará e alunos de museologia da UFPA a desenvolverem ações na coleta dessas espécies, visando o estudá-lo em detalhes. Ao final, conhecimento dos elementos formadores do meio ambiente, bem como a distribuição dos animais e vegetais, de toda a área mapeada.
Um estudo interessante, para quem deseja saber um pouco mais da origem do território brasileiro, no caso a Amazônia. Ao lado dessa diversidade paleontológica Salinópolis, pertencente à zona metropolitana de Belém, é uma cidade rica em balneários de água doce e de notável infraestrutura turística. É para lá que os belenenses se deslocam, aos montes, nos fins de semana. Uma municipalidade relativamente nova, porém de história que vem do Governo do Capitâo-General André Vidal de Negreiros, do Maranhão-Pará, paraibano que recebeu esse cargo por recompensa pela sua bravia atuação na expulsão dos holandeses do nordeste brasileiro. Teria ele determinado a montagem de um posto de observação pela qual, através de um tiro de canhão se avisasse a entrada de embarcações estrangeiras. Por outro lado, o surgimento de uma fábrica de sal, ambos foram decisivos na fundação da urbe.
Um grupo de pesquisa, no campo da Museologia e Paleontologia, foi concebido em 2013, cadastrado no CNPq, e tem a coordenação de uma professora universitária dedicada ao assunto. Com esse seu trabalho deseja exemplificar para o restante do Brasil como se promove a educação patrimonial, e se subsidia a formulação de políticas públicas voltadas para o setor, num conjunto com a população. Uma lição que merece reflexão das autoridades, ainda que não tenham amor pela constituição do patrimônio nacional, todavia é seu dever mantê-la, se possível na sua integridade.
*Jornalista
inocnf@gmail.com
Nenhum comentário
Últimas Notícias
- ‘Tinder bovino’ ajuda na produção de leite sáb, 3 de outubro de 2026
- DA REDAÇÃO – 3 DE OUTUBRO sáb, 3 de outubro de 2026
- Prefeitura de Indianópolis promove atividade do SCFV com foco na convivência e valorização da vida sáb, 3 de outubro de 2026
- Eleitores precisam estar atentos mesmo diante da liberação de bebidas alcoólicas nas eleições sáb, 3 de outubro de 2026
- ELEIÇÕES: Hoje será o último dia para retirada das urnas sáb, 3 de outubro de 2026
- Série Prata tem goleadas, zebra e Ferro Velho 5 Irmãos em destaque na segunda semana sáb, 3 de outubro de 2026
- BNI Triângulo Norte leva reflexão sobre saúde mental a grupos da regional durante setembro sáb, 3 de outubro de 2026
- CANTINHO DO MÁRIO – 3 DE OUTUBRO sáb, 3 de outubro de 2026
- Duelo de artilheiros vale vaga na semifinal da Supercopa Panda Mito sáb, 3 de outubro de 2026
- José Júlio Lafayette recebe imprensa e apresenta avanço das obras do complexo ambulatorial do HUSF sáb, 3 de outubro de 2026
> > Veja mais notícias...