Ficha Técnica – Entre o céu e o inferno
qua, 6 de maio de 2015 06:03Sei que é doloroso para um maestro quando tiram dele o espetáculo. Sei que é dolorido para um artista, quando o impedem de subir ao palco, da cicatriz de um professor ao confiscarem seu giz. Um jogador de futebol sem campo, um convite ao desencanto. A verdade é que sabemos muito, e talvez por isso, esquecemos de aprender. Nobre torcedor, sábia torcedora, sejam bem-vindos a ex-pátria de chuteiras, tampouco educadora.
De uma pedra estampada no Museu Olímpico de Lausanne, na Suíça, um recado a muitos detentores do poder no futebol brasileiro. “Sem o atleta não há esporte”, dizia. O que responderiam nossos cartolas ao deixarem mais de 20 mil profissionais desempregados após o fim dos campeonatos estaduais?
Ao menos, essa é a realidade levantada por Eduardo Conde Tega, que dirige a Universidade do Esporte. Um dia depois de entrarem para a história, superarem gigantes nacionais e até chegarem ao topo do cenário estadual, milhares de jogadores se despedem de suas equipes e voltam a bater às portas em busca de trabalho. De atletas a roupeiros, mais da metade permanece sem atividades em razão de um calendário elaborado com base em interesses alheios.
Se grandes clubes brasileiros chegam a disputar mais de 80 partidas no ano – número 40% maior que as potências da Europa – times inexpressivos do país não passam de 18 pelejas na temporada. De patrimônios nacionais, os torneios estaduais se tornam a única oportunidade para manter o sonho do esporte. Pior para quem procura novos talentos. Ronaldo, descoberto no São Cristóvão (RJ) e Sócrates, no Botafogo de Ribeirão Preto (SP), não me deixam mentir.
À margem da turma de Neymar e companhia, o surgimento de novas profissões são favas contadas. Jogador-açougueiro, jogador-motoboy, jogador-pedreiro. Para eles, o apito final é o início de uma nova luta. Mas o que esperar de um país que até com seus professores, forma um campo de batalha?
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