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Estabelecimento local retira cerveja Belorizontina de circulação

qua, 15 de janeiro de 2020 05:15

Da Redação

Em decorrência da contaminação por substâncias tóxicas em dois lotes de cervejas da marca Belorizontina, da Backer, as unidades do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) têm instruído os estabelecimentos que comercializam o produto, a retirá-lo de venda.

Lotes contaminados continuam em investigação

Lotes contaminados continuam em investigação

 

Em Araguari, Silvio Presley, proprietário de um supermercado com unidades no bairro Amorim e no Centro, informou que, assim que soube da notícia instruiu que todas as unidades da cerveja fossem retiradas das prateleiras. Segundo ele, o produto não pertencia aos lotes constatados com o problema, e “tínhamos pouquíssimas unidades que foram retiradas da área de venda; aguardamos a posição da indústria para a retirada definitiva do produto de nossa loja”.

O empresário acredita que este seja um problema pontual, pois o produto sempre foi de excelente qualidade. Ele também disse esperar o esclarecimento do caso e, assim que estiver conforme a normalidade, não vê problemas em voltar a comercializar a marca.

Os órgãos municipais de defesa do consumidor de Uberlândia, Uberaba e Patos de Minas se mobilizam para monitorar a comercialização da cerveja Belorizontina. Até o momento, foram encontradas substâncias tóxicas em diferentes lotes da bebida. De acordo com a coordenadora do Procon de Araguari, Michele Cursino, a unidade local não recebeu nenhuma instrução sobre a fiscalização e monitoramento do produto nos estabelecimentos da cidade.

Conforme informações da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o número de casos suspeitos de intoxicação pela substância presente na cerveja subiu para 13. Outros quatro casos foram confirmados, além de duas mortes com suspeitas para o ocorrido. Os casos ainda não confirmados apresentaram sinais e sintomas condizentes com os da síndrome nefroneural, com insuficiência renal grave e alterações neurológicas e estão em investigação.

Um laudo da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais confirmou a presença de uma substância tóxica em duas garrafas de cerveja da marca Belorizontina, da Backer, ambas encontradas em casas de pacientes internados com sintomas de uma síndrome até então desconhecida. A substância trata-se do dietilenoglicol e monoetilenoglicol, usado em serpentinas no processo de refrigeração de cervejas.

As cervejas são do lote 1348, das linhas de produção 1 e 2. Um novo lote também foi identificado no início desta semana, o L2 1354. De acordo com a polícia, o laudo é preliminar e não há como confirmar a responsabilidade da empresa no caso.

A Polícia Civil também investiga a possibilidade de um ex-funcionário da empresa ter sabotado e contaminado a cerveja. A suspeita se deve a um boletim de ocorrência registrado no fim do ano de 2019 pelo supervisor da cervejaria, alegando uma ameaça feita pelo ex-trabalhador. “Não posso afirmar se foi sabotagem ou se foi erro”, disse o delegado Flávio Grossi.

Em nota, a cervejaria informa não usar o dietilenoglicol na produção das cervejas, apenas o monoetilenoglicol. Contudo, após investigações, a Polícia Civil relatou que em um dos tanques da fábrica, foram encontradas as duas substâncias. A Backer informou que contratou uma perícia independente para analisar as amostras, entretanto, não divulgou quantas garrafas destes lotes foram produzidas.

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