Enquanto governo analisa proposta, delegados de MG prometem trégua nas paralisações
sáb, 17 de maio de 2014 00:03DA REDAÇÃO – A paralisação dos delegados da Polícia Civil de Minas Gerais ganhou um novo capítulo nesta semana. Após a assembleia do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepominas) na última quarta-feira, 14, novas estratégias foram definidas. A categoria luta para receber o mesmo salário dos Defensores Públicos.
O delegado Felipe Oliveira Monteiro, da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC) de Araguari, participou da assembleia. Estima-se que 180 profissionais do estado estiveram presentes. “Definiram paralisações duas vezes por semana, as terças e sextas-feiras das 14 às 2h e também medidas complementares,” contou.
O salário inicial de um delegado é de R$ 7.747,50 e do defensor público, de R$ 16.022,96, mas só até o final do ano. A partir de janeiro de 2015 esse valor deverá subir para aproximadamente R$ 19.000. A categoria defende que as duas são consideradas carreiras jurídicas do Estado, com requisito para assumir o cargo ser bacharel em Direito.
Na quinta-feira, 15, a categoria se reuniu com o governo, que prometeu analisar a proposta de equiparação salarial e se pronunciar até o dia 22.
Nesse período as paralisações serão suspensas. Mas se a resposta não for satisfatória para a categoria, tanto as interrupções agendadas quanto medidas acessórias de pressão deverão ser colocadas em prática. Essas medidas não foram divulgadas, segundo o sindicato, para que o governo não tente impedi-las.
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Os delegados têm toda razão, não faz o menor sentido o Defensor Público ganhar mais que um Delegado de polícia, pois a atividade do Defensor pode ser terceirizada, pois é advocacia, enquanto o trabalho do delegado é atividade privativa do Estado, tem que trabalhar 40 horas, tem plantão, risco de morte, e o Defensor público trabalha apenas á tarde, defende bandido que ataca nossas vítimas. Os valores estão invertidos atualmente, por isto o crime aumenta.