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Deputado garante que Antônio Marques não terá turmas fechadas em Araguari; Sind-Ute defende diálogo

ter, 27 de julho de 2021 10:26

Da Redação

Desde a semana passada circulam nas redes sociais informações a respeito de um possível fechamento de turmas na Escola Estadual Professor Antônio Marques, também conhecida na comunidade como “Colégio Estadual”, para que a unidade educacional se dedicasse exclusivamente a séries do Ensino Médio, dando fim às turmas de 5º a 9º ano do Ensino Fundamental.

Desde então, munícipes têm se posicionado em suas mídias digitais e grupos de WhatsApp com insatisfação, cobrando as autoridades para que a mudança não venha de fato ser concretizada.

Deputado estadual Raul Belém, em publicação em suas redes sociais

Sendo assim, no último sábado, o deputado estadual Raul Belém (PSC), líder do governo do estado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), publicou vídeo em suas redes sociais, ainda no fim de semana, dando explicações sobre o assunto. O parlamentar garante que não haverá o fechamento de séries no ‘Colégio Estadual’, e que está em contato com autoridades responsáveis pela área educacional no Executivo Mineiro.

“Foi veiculada a informação de que o Colégio Estadual poderia ter suas turmas de 5º a 9º ano fechadas. Quero tranqüilizar vocês. Já conversei com a Secretaria estadual de Educação (SEE-MG) e com a assessoria institucional da pasta. O que é planejado é a implantação de um Ensino Integral, mas não o fechamento de turmas. Muito menos o fechamento da unidade escolar”, afirmou o deputado. Raul Belém também informou que o governo de Minas nega o fechamento de séries ou da instituição de ensino.

O líder do governo na ALMG também destacou que já destinou recursos, através de Emendas Parlamentares, para a E. E. Prof. Antônio Marques, com “a finalidade de garantir a continuidade do trabalho ali realizado, reconhecido pela comunidade e pelo IDEB”.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), em conversa com a Gazeta, fala sobre os pontos positivos e negativos de uma mudança para ensino em tempo integral e sobre a importância de permitir que a comunidade discuta sobre o tema. “Um ponto positivo seria a inovação da grade curricular, com mais tempo de estudo. Mas precisamos levar em conta os impactos da mudança do ensino médio regular para tempo integral. Assim, o fundamental seguiria sem alterações. Mas, o médio matutino se tornaria período integral. Muitos alunos, principalmente pós-pandemia, no Ensino Médio, trabalham para ajudar a complementar a renda familiar. Assim, esse estudante frequenta a escola aproximadamente até as onze e meia da manhã, e trabalha, muitas vezes em mercados, até as 22h. Imagine o transtorno causado para esse aluno. Se ele tiver que mudar de escola, a distância da unidade do local onde o estudante mora pode fazer toda a diferença. A escola possui 65 anos de história, e a opinião de quem é afetado por essas mudanças precisam ser ouvidas: pais e alunos que terão sua vida alterada em função de decisão do governo”, diz José Luis, do Sind-Ute em Araguari.

Dessa forma, o sindicato defende que mesmo não havendo o fechamento de turmas e séries, seria necessário saber se a comunidade afetada pelas mudanças é a favor ou contra, por meio do diálogo com os envolvidos, antes que a decisão seja tomada.

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