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CANTINHO DO MÁRIO – 6 DE DEZEMBRO

dom, 7 de dezembro de 2025 12:11

A DECEPÇÃO

Uma das definições de decepção é: sentimento de tristeza, descontentamento ou frustração pela ocorrência de fato inesperado, que representa um mal; desilusão, desapontamento. A decepção é a percepção da ilusão, quando as expectativas sobre pessoas ou situações não são correspondidas, gerando dor, mágoa e frustração. Essa experiência pode ser vista como um momento de aprendizado e purificação, que força a confrontar a própria confiança e a necessidade de amar e servir sem esperar retornos, conforme ensina a filosofia cristã. E se eu disser para vocês que a decepção se esconde atrás do orgulho? Muitos poderão não concordar, contudo, paremos para analisar: uma pessoa evoluída poderá ficar surpresa com atitudes tomadas por outras pessoas em quem depunha sua admiração ou mesmo por filhos, parentes, dependendo da afinidade, entre outros. Quando não estamos preparados, então é que a coisa pega mesmo. Quando conhecemos os outros e sabemos de sua forma de agir, seu nível de moralidade, ainda assim ficamos balançados. Imaginem ser pegos de surpresa. Naquela passagem em que Jesus fala a seus discípulos que, enquanto a humanidade não se tornar simples como uma criança, não entrará no Reino dos Céus, ele queria dizer que a indulgência é própria dos grandes espíritos. Afinal, qual de nós, neste mundo de provas e expiações, é perfeito? Não falimos a todo momento? Tudo nos constrange, ofende, desanima, nos causa asco. Se fizermos empatia, nos colocando no lugar da pessoa a quem estamos julgando, veremos que tudo na vida tem um porquê. Já temos muitas vitórias em nosso currículo espiritual e estamos evoluindo a cada segundo; entretanto, onde o orgulho faz morada, a transformação é mais lenta. Parece que mora dentro de nós o senso crítico. Já ouvi dizer que aqueles a quem julgamos são muito parecidos conosco; a diferença é que o mesmo orgulho que nos impede de agir igual é encarado de outra forma por quem age. Assim, às vezes sublimamos aquele defeito moral, mas não nos desapegamos do achismo. Contam que, na Segunda Guerra Mundial, um oficial americano repreendeu um sargento brasileiro por ter dado um pedaço de chocolate a um prisioneiro alemão, dizendo: “O senhor não sabe que isso é contra o regulamento?” O sargento retrucou: “Regulamento dos homens, o senhor quer dizer?” Assim, cada um tem sua forma de interpretar as situações. Não que o brasileiro fosse melhor que o americano, que agia pela disciplina; o brasileiro agiu com o coração. Tudo é uma questão de bom senso e madureza espiritual. Às vezes a cabeça precisa vir antes que o coração, e vice-versa. Como julgar os dois? Lembre-se: tudo passa, estamos passando por provas. Nunca desista do que estiver sob sua responsabilidade; faça direito, quem julga é Deus. Proteja-se, nunca aposte todas suas fichas em uma pessoa, seja quem for; nós somos humanos. A gente tem que deixar um espaço para as surpresas.

MÁRIO FERREIRA.:

 

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