Domingo, 14 de Junho de 2026 Fazer o Login

Comerciantes aproveitam Finados para obter renda extra

sex, 2 de novembro de 2018 05:07

Da Redação

Barracas de flores artificiais são montadas na porta dos cemitérios. Ambulantes devem estar devidamente cadastrados na prefeitura para evitar sanções

Desde ontem, 1º, comerciantes iniciaram a montagem das barracas de flores em frente aos cemitérios. Os preços dos produtos variam entre uma banca e outra e os comerciantes tiveram que se cadastrar previamente na secretaria de Serviços Urbanos para fazer as vendas. Segundo informações repassadas pela prefeitura, o veículo de fiscalização percorrerá os arredores dos cemitérios para conferir a legalidade dos comércios e podem multar quem estiver atuando de forma irregular.

Expectativa para vendedores de flores artificiais é alta, ao contrário das floriculturas de flores naturais

Expectativa para vendedores de flores artificiais é alta, ao contrário das floriculturas de flores naturais

 

Mesmo assim, a Gazeta do Triângulo deparou-se com diversos vendedores de flores artificiais fora do perímetro determinado para as barracas. Para um deles, localizado na porta do cemitério Bom Jesus, que começou a preparar os arranjos com a namorada em setembro, a escolha foi estratégica. “Estamos aqui desde quarta-feira e no primeiro dia vendemos 30 arranjos. A expectativa é que hoje façamos mais de R$ 3 mil de lucro. Não quisemos ter uma barraca porque não compensa. Há um sorteio e somos colocados em posições muito ruins. Tem gente que não chega a vender R$ 100”, comenta Elton à reportagem.

Outro ambulante foi encontrado pela reportagem na parte dos fundos do mesmo cemitério. Ao contrário do anteriormente citado, Eurimar possui dois pontos de venda de flores na porta do Bom Jesus, mas também realiza a venda na parte dos fundos do cemitério, onde não há barracas. “A taxa é baixa, por volta de R$ 57 por barraca. Não é caro porque tudo é organizado. Fazemos isso para ganhar um dinheiro extra. Pelos nossos cálculos, o lucro por arranjo é de 60%. É ruim porque são poucos dias, podia ter finados duas vezes por ano. ”

A proprietária de duas barracas de flores artificiais Andreia Ferreira, contratou seis funcionários para auxiliar nas vendas e tem expectativa alta para a data. “Espero vender bem. Há 15 anos monto a barraca no dia de Finados e calculei a venda de mais de mil arranjos e galhos este ano, tanto aqui quanto no meu comércio. ”

Para as floriculturas da cidade, a expectativa não é tão boa quanto para os ambulantes. “É uma data que desapareceu para as floriculturas. Temos clientes que pegam flores todos os anos e esperamos atender mais esses fixos. Quem procura floricultura nessa data é quem se importa com algo mais elaborado, com a qualidade da flor, com arranjos mais arrumados. O restante compra em supermercados, loja de utilidades ou artificiais mesmo”, lamenta a florista Maria Amélia Lopes.

Outro problema retratado nas floriculturas foi o preço. “Esse ano a venda de arranjos de flores naturais está meio devagar. O preço do fornecedor aumentou devido à data e não podemos subir, temos que manter o valor para o cliente. Com isso, a margem de lucro é muito pequena e nem compensa tentar colocar uma barraca de flores na porta dos cemitérios”, explica a florista Sônia Maria Cecilio França.

Nenhum comentário

Deixe seu comentário: