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Coluna: Direito e Justiça (30/11)

qui, 30 de novembro de 2023 08:09

Direito e Justiça:

 

Samba do crioulo doido:

– Composição de Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto).

 

Este é o samba do crioulo doido.

A história de um compositor que durante

muitos anos obedeceu o regulamento,

e só fez samba sobre a história do Brasil.

E tema da inconfidência, abolição, proclamação, Chica da Silva,

e o coitado do crioulo tendo que aprender tudo isso para o enredo da escola

Até que no ano passado escolheu um tema complicado: a atual conjuntura.

Aí o crioulo endoidou de vez e saiu este samba:

 

Foi em Diamantina, onde nasceu J. K.

E a Princesa Leopoldina lá resolveu se casar,

mas Chica da Silva tinha outros pretendentes

e obrigou a princesa a se casar com Tiradentes.

Laiá, laiá, laiá, o bode que deu vou te contar.

Laiá, laiá, laiá, o bode que deu vou te contar.

 

 

Joaquim José, que também é da Silva Xavier,

Queria ser dono do mundo e se elegeu Pedro II.

Das estradas de Minas, seguiu pra São Paulo

E falou com Anchieta, o vigário dos índios.

Aliou-se a Dom Pedro e acabou com a falseta.

Da união deles dois ficou resolvida a questão

E foi proclamada a escravidão.

E foi proclamada a escravidão.

 

Assim se conta essa história,

que é dos dois a maior glória.

A Leopoldina virou trem

E Dom Pedro é uma estação também.

Oô, oô, oô, o trem tá atrasado ou já passou.

Oô, oô, oô, o trem tá atrasado ou já passou.

 

P. S. : – Refleti muito sobre a atual situação do Brasil e só pude chegar a uma conclusão óbvia: o Brasil – além de não ser mesmo um país sério – também é um país louco, muito louco.

– Por aqui, não há nenhuma lógica nas coisas e nos acontecimentos. Desde criança, eu ouvia dizer que o Brasil é, ou seria, o país do futuro. Um futuro que nunca chegava; um futuro que, agora, parece não mais existir, pois todos os nossos valores nacionais estão sendo rápida e perversamente destruídos.

 

– Senso assim, resolvi trazer mais uma vez esta letra emblemática: “O Samba do Crioulo Doido”. Pois, pareceu-me que nós todos, brasileiros, partilhamos um pouco, ou muito, da loucura do personagem. Ela, a letra da música, é mais verdadeira e representativa do que demonstra de forma superficial e aparente. Pensem nisso…!

 

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Linha reta:

 

Pedro, O Grande, imperador da Rússia, recebia, em audiência, os engenheiros encarregados de projetar a construção de uma estrada de ferro que ligaria Moscou a Petrogrado.

Verificou o czar que os técnicos não chegavam a um acordo. Afirmava um, apontando para o mapa, que o traçado mais vantajoso exigia certa ponte; opinava outro por um túnel; garantia um terceiro que a estrada devia passar por umas tantas vilas e aldeias. Impacientou-se o monarca ao notar que os engenheiros não se entendiam com respeito ao traçado e, resolvido a solucionar definitivamente o caso, disse-lhes:

– Tragam-me uma régua e um lápis!

Colocando aquela sobre o mapa, traçou com este uma reta, cujos extremos eram as duas grandes cidades. E, dirigindo-se ao chefe dos engenheiros, disse-lhe:

– Eis o traçado da nova estrada! O único aceitável é este.

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FONTE: Lendas do Céu e da Terra.

Malba Tahan.

Editora Record – 19ª edição – Pág. 84.

 

 

Comentários pessoais:

 

Infelizmente, não temos, por ora, um líder como Pedro, O Grande, que viveu no final do Século XVII e início do Século XVIII, tirando a Rússia de então do feudalismo para a modernidade.

 

O nosso governante que mais se aproximou dele foi, sem dúvida alguma, Dom Pedro II, que governou o Brasil de 1840 (a partir dos 14 anos de idade) até 1889 (15 de novembro, data do fatídico golpe de Estado a que chamamos de República). Todavia, por ser demasiadamente culto e mais vocacionado ao magistério, democrático, benevolente e justo, aceitou e levou muito desaforo sem dar o devido troco. Bem ao contrário de seu Pai, Dom Pedro I, e do czar russo. Esses dois mandavam e desmandavam. E, por isso, faziam coisas…!

 

 

O Brasil foi um dos primeiros países que desenvolveram uma apreciável malha ferroviária, tendo à frente o grande empreendedor Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá. Porém, as nossas ferrovias adotaram a chamada “bitola estreita”, talvez ou certamente para não se conectarem com outros países da América do Sul.

 

Mais grave ainda foi o fato de que nossos engenheiros não primaram por observarem linhas retas; pelo contrário, o comprimento dos trechos ferroviários multiplicava suas distâncias por dois, por três, por quatro, a fim de passarem pelas sedes das fazendas dos “barões do café” e dos “coronéis” da época, no triângulo então formado por Rio de Janeiro (Norte e Vale do Paraíbas), São Paulo (Valer do Paraíba) e Sul de Minas Gerais.

 

Essas falcatruas nas nossas ferrovias são fatos históricos documentados e conhecidos. Por causa deles, chegou o dia, em que, já no Século XX, as ferrovias foram suplantadas amplamente pelo transporte rodoviário, empregando-se milhares e milhares de caminhões, mesmo com menor eficiência e a um custo muito maior, em material, combustível e vidas. Ah, mas o país e a linha reta que se danem…! Não havia e não há um czar capaz de fazer valer a sua vontade. A não ser os “meia-bocas” de costume…!

 

Entre nós, a nação, o país e o povo brasileiro nunca estão em primeiro lugar, pois o que vale mais são os interesses e as picuinhas pessoais, a permanente disputa pelo poder. Entra ano, sai ano, nesta e em outra eleição, é sempre a mesma coisa. Promessas mirabolantes, mentirosas e inexequíveis e as pessoas acreditando…Será que nunca vão aprender?

 

Dizem que o Brasil ainda é um país novo. Não me convenço. Há países mais novos do que o nosso, e que até mesmo estavam atrás de nós, e que já se desenvolveram muito mais. Sempre com base num sistema educacional sério, de qualidade, que ensina valores e voltado para o que de fato interessa. Por isso, eu creio que o Brasil somente terá um futuro promissor se e quando reestruturar, com seriedade e eficiência, sem ideologias, o seu sistema educacional

 

Traduzindo em miúdos:

 

– Sem a valorização dos professores, nada feito. Nem o czar daria um jeito…!

3 Comentários

  1. Eliane disse:

    A letra dessa música é incrível, alguns grupos e cantores gravaram, o autor fez uma inversão trocando o cronograma da história para chamar atenção e a frase mais interessante é aquela que diz:(…e foi proclamada a escravidão…)
    D. Pedro ll gostava de modernidades. Esse país não vai para frente porque uma grande maioria são apaixonados por siglas políticas e por políticos cada um com seus interesses, ninguém pensa no país, o sistema acabou com os valores nacionais porque os ideais de Karl Marx são outros e os governantes socialistas de esquerda que adoram os lucros do capitalismo e não repartem a fortuna com ninguém tiraram do povo, os heróis nacionais estão sumindo dos livros de história.
    Países que foram devastados por guerra como o Japão, hoje é uma potência. Os Estados Unidos que tem a mesma idade do Brasil é a maior potência mundial, o problema pode ter sido na colonização, os países que colonizaram a América do Sul e Central foram os portugueses e espanhóis e algumas ilhas do caribe teve alguns outros países. Depois das grandes navegações Portugal parou no tempo, a Espanha melhor um pouco e são católicos, mas os países que foram colonizados pelos da reforma religiosa se desenvolveram muito mais porque pregavam que o trabalho dignifica o homem.

  2. Eliane disse:

    Eu cheguei a conclusão que a culpa do país estar nesse atraso é do povo. Tem uns shorts que eu assisto em que o repórter faz uma perguntas para uma pessoa na rua e quando pergunta o que você acha de tal obra que foi feita em tal país com o dinheiro do Brasil, aí eles dão uma de Joãozinho sem braço e fingem que não entenderam e vão logo tratando de ir embora e ainda tem uns que dizem assim: você prova e o repórter fala: é só consultar o Google aqui. Tem um que disse que é fascista, só que ele não sabe o que é. Esse país não tem jeito, já fizeram uma lavagem cerebral na cabeça do povo. Enquanto o americano é apaixonado pelo país, parece que o brasileiro nem sabe o que é isso, acabaram com a matéria de moral é cívica e os valores se foram. O país é o que menos interessa para grande parte da população.

  3. Eliane disse:

    A Estrada de Ferro Goiás desde que a União comprou nos anos Cinquenta dentro de pouco tempo eles acabaram com ela, os trens estão todos sucateados e abandonados, eles preferiram investir nas rodovias, mas também não cuidam delas que são estreitas, a maioria de pistas simples, sem acostamento, cheias de ribanceiras, asfaltos ruins. Agente vê nos UEA aquelas rodovias com Quatro pistas imensas, retas, o país é um emaranhado de linhas de ferrovias, tanto que é o primeiro nesse transporte. O Brasil pensa pequeno, não investem em ferrovias, onde tem um número maior é no Sudeste e Sul e mais para cargas e a do Sul é privatizada. A Vale tem um trem azul de passageiros, mas só vai de Vitória a Governador Valadares e BH. País que não investe em ferrovias é um atraso total e tem que pensar mais no país e menos em políticos.

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