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Coluna: Direito e Justiça (18/01)

qui, 18 de janeiro de 2024 08:09

Direito e Justiça:

 

Jesus amava também os animais…!

 

 

· Jesus é o Bom Pastor e é também o Cordeiro de Deus.

 

· Jesus compadecia-se tanto das pessoas quanto dos animais.

 

· Todas as criaturas viventes mereceram o afeto e o amor de Jesus.

 

· Perdão incondicional, caridade, solidariedade e amor ao próximo, ais tudo.

 

· Trag0-lhes uma fábula apenas, mas e se ela tiver sido verdadeira e tivesse mesmo acontecido em algum lugar? Isso teria sido muito próprio de Jesus, o Divino Mestre, o Doce Rabi da Galileia, a Luz do Mundo, a verdade, o caminho e a vida. Por que não…?

 

· Ninguém tem o direito de apropriar-se da divina figura de Jesus (Papa Francisco). Assim também ninguém tem o direito de distorcer, por um mínimo que seja, a doutrina pregada e ensinada por Jesus. Nenhuma religião, credo ou seita tem e jamais terá esse direito Seja para cooptar, seja para intimidar, seja para maldizer… (eu atrevo-me, sim, a dizer isso…).

 

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O Cão Morto:

 

Uma fábula oriental descreve um ajuntamento de ociosos no mercado de uma cidade da Síria, Em torno de um cão morto que ainda mostrava, amarrada ao pescoço, ao pescoço a corda com que o haviam arrastado pelo chão. Os que o cercavam, olhavam-no com repugnância.

– Empesta o ar – disse um, apertando o nariz com os dedos e trejeitando uma careta de nauseado.

– Reparem na sua pele rasgada que nem para correias de sandálias serve – galhofava outro.

Um tipo corpulento aludiu às orelhas sujas e sangrentas do animal, e rematou:

– Foi, sem dúvida, enforcado por ladrão.

Desse grupo de homens aproximou-se um desconhecido que ouvira os diversos comentários. Em seu rosto resplandecia estranha luz e todo o seu porte indicava dignidade fora do comum. Pondo os olhos meigos no animal morto e vilipendiado, disse em seu belo e límpido arameu:4

– As pérolas desmerecem diante da alvura dos seus dentes.

Todos os circunstantes voltaram-se para ele com assombro, e, vendo-o tão sereno e compadecido, imaginavam, quase em segredo, uns aos outros, quem poderia ser aquele homem. E retiravam-se cabisbaixos, envergonhados, quando alguém alvitrou:

– Deve ser Jesus de Nazaré, que só Ele sabe encontrar qualquer coisa digna de piedade e aprovação, até mesmo num cão morto!

 

FONTE: Lendas do Céu e da Terra. Malba Tahan.

Editora Record; 19ª Edição; Págs. 85 / 86.

 

Glossário:

FÁBULA: Substantivo feminino. 1. Literatura: curta narrativa, em prosa ou verso, com personagens animais, que agem como seres humanos, e que ilustra um preceito moral. 2. Literatura: narração de aventuras e de fatos imaginários (ou não); fabulação.

– A fábula é bastante utilizada na literatura infantil, buscando passar, através de histórias vivenciadas pelos personagens, constituídos por animais, ensinamentos para os seres humanos Como exemplos muito conhecidos de coletâneas de fábulas, cito as “Fábulas de Esopo” (autor grego so Século IV A. C.) e as “Fábulas de La Fontaine” (poeta e fabulista francês do Século XVII, que adaptou para o seu tempo as Fábulas de Esopo e escreveu outras).

 

APÓLOGOS: Substantivo masculino. Literatura: narrativa em prosa ou verso, geralmente dialogada, que encerra uma lição de moral, e em que figuram seres inanimados, imaginariamente dotados de palavra ou que assumem posturas inerentes aos seres humanos, como virtude (a nobreza de caráter) ou vícios e defeitos (inveja e ira).

– Portanto, a presença de objetos inanimados que pensam, sentem e falam é uma das características do apólogo .Geralmente são seres da natureza (água, terra, árvore, céu, pedra) ou objetos (agulha, linha, faca, bola, cadeira); raramente são animais, que são próprios das fábulas. Cito, como conhecido exemplo, um apólogo escrito por Machado de Assis: “A Linha e a Agulha”.

 

PARÁBOLA: Em sua estrutura, na Bíblia por exemplo, a parábola é muito parecida com a fábula e com o apólogo, sendo também um tipo de narrativa curta, objetiva, de fácil compreensão e contada oralmente (pela palavra e não escrita). A parábola também transmite uma lição de ética (moral) através de pessoas criadas metaforicamente, valendo-se de uma linguagem simbólica.

 

PONTOS COMUNS: Como pôde ser visto, há pontos comuns, eis que a fábula, o apólogo e a parábola são textos que contêm um preceito ético ou de conduta moral, curtos, objetivos, de fácil compreensão, memorização e transmissão oral. Em épocas antigas, desprovidas dos recursos de imprensa e midiáticos que temos hoje, a memória humana era muito mais receptiva e privilegiava a narrativa oral, encarregando-se de passa-la adiante até que pudesse ser escrita, copiada ou impressa.

– Hoje, o acesso ao conhecimento ampliou-se muito e até universalizou-se. Porém, em sua própria época, Jesus valeu-se das parábolas, todas elas maravilhosas e impecáveis, para difundir e exemplificar a sua doutrina, e o seu ensinamento. Foram dezenas (fala-se até em 68 delas), tais como o Bom Samaritano, O Filho Pródigo, Os Trabalhadores da Última Hora ou da Vinha), etc.

 

Comentário pessoal:

 

A doutrina de Jesus jamais irá perecer, e o seu legado é indestrutível. Perduram altaneiros há mais de 2.000 anos e, por mais que os ataquem, vilipendiem e distorçam, não conseguirão desfazer o que o Divino Mestre e Guia da Humanidade semeou.

 

Amor incondicional, perdão infinito, caridade irrestrita e solidariedade permanente. Eis tudo! E é quanto basta. Independentemente de religião, de seita ou de credo, todo aquele que se deixar guiar por esses princípios, seja em que época ou lugar for ou estiver, consciente ou inconscientemente, estará fazendo o que jesus predicou:

 

– “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.

 

Estes são – e sempre serão – os dois maiores mandamentos. Até mesmo porque todos os demais derivarão necessariamente destes.

 

Eis transcrita uma bela fábula, um exercício de ficção, mas que serve perfeitamente bem para nos ensinar e para mostrar, mais uma vez, quão bom, compassivo e perfeito, muito acima de cada um de nós, era e estava Jesus.

 

Enquanto aquela súcia de desocupados insultava a memória (podemos assim dizer) daquele pobre cão morto, Jesus aproxima-se por detrás, de mansinho, sem alarde algum, e desautoriza todos os circunstantes, proferindo palavras caridosas, meigas e amorosas de apreço e respeito para com um simples e desvalido animal.

 

Um cão enforcado, morto certamente de forma impiedosa, desnecessária e desproporcional, como ainda hoje acontece entre nós tanto com seres humanos quanto com animais. Pois, parece-me que o ser humano desaprende ao invés de seguir os exemplos edificantes e piedosos contidos nos Evangelhos.

 

Sim, e como sempre, Jesus tinha e tem razão:

 

Nem mesmo as pérolas mais alvas e perfeitas aproximavam-se da beleza e da brancura dos dentes daquele pobre cão morto. Destarte, somente restou aos maldizentes retirarem-se envergonhados e cabisbaixos ante uma força e autoridade morais muito mais acima do que a deles.

Porque a luz que emanava de Jesus eclipsou a todos eles por completo.

Assim era Jesus de Nazaré.

1 Comentário

  1. Eliane disse:

    É muito interessante o apólogo da linha e a agulha, uma quer ser superior a outra, só que a agulha termina o serviço e volta para a caixinha e a linha vai participar de tudo. Já li muitas parábolas, muitas fábulas elas trazem uma lição de moral, alguns compositores até utilizam para compor músicas. Essa do cão morto é muito bonita.

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