Casal é submetido a júri popular e homem é condenado por duplo homicídio
ter, 15 de abril de 2014 00:01DA REDAÇÃO – Sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Araguari, na sexta-feira, 11, terminou com a condenação de Alexandre Ciriaco de Melo a 23 anos de prisão. Ele, no entanto, poderá recorrer da sentença em liberdade, uma vez que desde a época do crime, em 2010, cumpriu com todas as suas obrigações na Justiça. A mulher dele – Maria do Carmo de Oliveira Melo foi absolvida da acusação de duplo homicídio.
O advogado Carlos Alberto dos Santos pleiteou a absolvição de ambos, alegando legítima defesa, mas o corpo de jurados entendeu que Alexandre Ciriaco quis matar as vítimas. Quanto a Maria do Carmo, o promotor de Justiça André Luís Alves de Melo entendeu que ela não participou no resultado morte. A sessão do Júri adentrou à noite de sexta-feira e foi presidida pelo juiz Ewerton Roncoleta.
O CASO
No dia 12 de setembro, Paulo Germano Veronez de Sousa e Rosiluce de Oliveira foram assassinados a facadas na rua Pernambuco, nas proximidades do viaduto localizado na saída para Caldas Novas. O crime ocorreu após uma discussão entre familiares sobre uma possível traição de Alexandre com Rosiluce.
Dois dias após os fatos, os suspeitos se apresentaram na 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC), acompanhados pela filha deles, na época uma menor de 16 anos, e por dois advogados. Alexandre Ciriaco de Melo confessou ter esfaqueado a cunhada e o marido dela, e disse que agiu para defender sua esposa, que estava sendo espancada na sua frente pelas vítimas. Além disso, sua filha havia sido agredida pelo casal momento antes no bairro São Sebastião.
Conforme a versão de Alexandre, ele e sua filha ficaram no carro, enquanto Maria do Carmo tirava satisfações com Rosiluce. As duas discutiram e Paulo Germano agrediu Maria, momento em que Alexandre desceu do seu veículo com a faca e golpeou as vítimas.
O investigado afirmou ainda que evadiu no veículo, deixando a mulher e a filha. Mais tarde, se encontrou com Maria do Carmo e fugiu para a zona rural do município, enquanto a menor foi acolhida na residência de conhecidos do casal.
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Em casos em que os indivíduos se mostram ‘machões” perigosos, a justiça tem que guardá-los com outros “machões” perigosos. Justiça seja feita matou, motivo torpe, cadeia.Só não acredito que a mulher não tenha culpa, acredito que ela foi o “pivo”, pois tirar satisfação por suspeita de traição, faça-me o favor. Ela teria que cumprir pena também, e aprender a lavar a “roupa-suja”em casa. Se isso tivesse acontecido não teria ocorrido os assassinatos em questão, falhou a meu ver a justiça, foi parcial.
Depois do assassinato os filhos orfãos foram levados para a Casa Lar da Bea, onde eles estão hoje?