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CANTINHO DO MÁRIO – 20 DE JUNHO

sáb, 20 de junho de 2026 08:00

VOCÊ CURTE A TRISTEZA?

A tristeza é uma emoção humana básica caracterizada pela falta de alegria, desânimo e sensação de sofrimento. Ela surge como uma resposta natural a perdas, frustrações, decepções ou quebras de expectativa, servindo como um mecanismo de adaptação para processar dores e refletir sobre a realidade (Google). Emmanuel, em uma de suas assertivas, disse que não podemos nem pensar em ficar tristes. Considerando os valores de cada um, este é um sentimento que, em princípio, parece ser inerente às criaturas humanas, mas vemos isso até no reino animal; quem tem bichos de estimação sabe do que estou falando. Voltando a Emmanuel, devemos considerar seu ponto de vista espiritual, que entende tudo como certo, pois nossas mazelas estão atreladas às nossas escolhas. Nada acontece por acaso; nas intercorrências, o Criador não toma parte em nosso livre-arbítrio e nem nos pune por isso, já que os problemas são consequências; antes, Ele está sempre nos alertando através de seus emissários, se estamos em boa sintonia, é claro. Temos que entender que Ele não nos criou, nos jogou aqui e nos abandonou. Aquele que tem fé, raciocina e não é um fanático ignorante sofre menos que os outros; acredita em Deus, mas faz a sua parte. A todo momento estamos sofrendo contrariedades, afinal, como dissemos, nem todos temos os mesmos valores: uns valorizam pequenas coisas e se desesperam ao perdê-las, outros sofrem grandes perdas e não perdem sua fé, acreditando que tudo terminará bem, mas sem esperar o maná cair do céu. Existem pessoas que aparentemente são mais fortes que a maioria; nem que o céu caia se abalam, são o suporte de muitos outros e se tornam insubstituíveis. O sentimento de tristeza pode trazer um desalento que nos desnuda, colocando todas as nossas fraquezas à vista. Nas páginas do Evangelho, nunca vemos isso em Jesus, que sempre mostrou ser uma pessoa forte, contando com o Pai que sempre citava e dizia: “Nada posso sem a permissão de meu Pai que está nos céus”. Já vi gente dizer que a tristeza é uma doença, mas não concordo; ela pode trazer depressão, desânimo e outros males, podendo ser a causa de doenças quando morre a esperança, sendo que o melhor remédio para ela é a fé e o trabalho — não uma fé vacilante, mas uma fé robusta, ainda que do tamanho de um grão de mostarda. Devemos lembrar que a fé é uma aquisição, ninguém nasce com ela. Em várias passagens do Evangelho, Jesus dizia: “Vai, tua fé te curou”, o que também nos leva à reflexão de que nós somos deuses. A estatística comprova que aqueles que têm fé adoecem menos e, se adoecem, saram mais rápido. A tristeza anda na contramão da felicidade. Creiam, Deus nos criou para sermos felizes, mas nós estamos sempre procurando sarna para nos coçar: compramos o que não precisamos, fazemos escolhas e depois nos arrependemos, adquirimos hábitos mesmo sabendo de seus malefícios. Nunca devemos nos esquecer de que somos espíritos eternos, estamos aqui só de passagem e que a matéria é o cadinho que o Criador escolheu para nossa depuração. Nunca me esquecerei das palavras de Maria Santíssima para Chico Xavier: “Isto vai passar!”. Procure não cultivar a tristeza; o tempo é o remédio para muitas coisas, e o trabalho e a caridade para tudo.

MÁRIO FERREIRA.:

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