Ben Gurion, por Inocêncio Nóbrega
ter, 5 de agosto de 2014 00:02* Inocêncio Nóbrega
David Ben Gurion, nascido na Polônia, cedo emigrou para Palestina, então do Império Otomano. Inspirador maior do Estado de Israel, criado em 1948, entrevistado se dizia apenas um amante das ideias de Hertzl Sion. Acreditava que o povo judeu tinha vocação científica. Baseava-se no percentual de judeus norte-americanos contemplados com o Prêmio Nobel. Considerava uma ciência voltada para a humanidade. Por outra parte, visionário propugnava por um país militarmente forte e soberano, o qual precisava se defender pela obstinação de seus filhos, mediante a ajuda em armas das nações amigas.
Da teoria à prática, testada na Guerra dos Seis Dias, de 1967, quando Israel ocupou a Península do Sinai, pertencente ao Egito, e as Colinas de Golan, à Síria. O estado de guerra permanente, envolvendo o líder Arafat e a Líbia, estava instalado. Brigas entre árabes e judeus e estes entre si, numa disputa por terras e mistura de raça, religião e política, nos têm deixado um triste histórico de sangue. Uma política de má vizinhança, com o linchamento e selvageria, para com nossos irmãos palestinos, que ultrapassa o exagero. Uma situação mantida pelo Tio San e União Europeia. Na escalada dessa delinquência jovens são recrutados, para o serviço militar obrigatório. Na sua maioria estudantes, os “shministim”, do Ensino Médio, muitos se recusam atender à convocação, alguns fugindo e outros presos. Para contrapô-la surge no mundo um sentimento de revolta contra Israel, já acusada de “apartheid” contra os árabes. A chamada intifada são movimentos nessa direção.
A opinião globalizada segue apoiando a resistência palestina. Trata-se de um divisor de águas, entre progressistas e reacionários. Os israelitas de lá constroem novas inimizades. À denúncia, pelo Brasil, de genocismo e alto nível de violência, neste momento, na Faixa de Gaza, a chancelaria israelita rebateu taxando de irrelevante a diplomacia brasileira. Talvez melindrada por havermos alçado à condição de parceiro do Brics, uma alternativa multipolar. Não se comovem pelas centenas de mortes que cometem, e como se não bastasse incitam, ainda, demais nações americanas, cujos membros da Unasul já emitiram nota de protesto pelo emprego dessa linguagem sionista e imprópria. Aliás, inspirada na doutrina de Bem Gurion, que outra coisa não desejava, senão a guerra.
*Jornalista – e-mail: inocnf@gmail.com
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