Bebê encontrado morto em lixeira choca Araguari
qua, 7 de janeiro de 2015 01:04Adolescente de apenas 14 anos é investigada
DA REDAÇÃO – Uma garota de 14 anos é suspeita de infanticídio por ter abandonado o filho recém-nascido na lixeira de sua residência neste domingo, 4. Uma catadora de materiais recicláveis pegou a sacola onde estava o bebê na rua Bela Vista, bairro Amorim. O caso que segue sob investigação da Polícia Civil, teve repercussão nacional.
L.B.C., de 58 anos, relatou à polícia que recolhia materiais recicláveis em residências naquela região da cidade. Enquanto analisava os resíduos, encontrou o recém-nascido embrulhado em uma toalha, sem sinais de vida. A catadora retornou à residência aonde pegou a sacola para questionar se havia alguma mulher grávida no local.
A mãe da adolescente afirmou que não tinha conhecimento de nenhuma gravidez e acionou a Polícia Militar. Segundo os oficiais, ao questionarem a garota sobre o fato, ela relatou que estava em casa assistindo TV com a mãe, quando começou a sentir cólicas muito fortes. A adolescente decidiu tomar um banho e acabou entrando em trabalho de parto.
De acordo com ela, o bebê não apresentava os sinais vitais.A garota, sem saber como agir, continuou com o recém-nascido debaixo do chuveiro. Ao perceber que estava sem vida, enrolou o corpo em uma toalha e jogou no cesto de lixo. Os militares apreenderam a adolescente que foi levada ao Pronto-Socorro Municipal e, em seguida, para a delegacia. Mais tarde recebeu cuidados médicos na Santa Casa de Misericórdia.
A reportagem do Jornal Gazeta do Triângulo entrou em contato com a catadora de materiais, que preferiu não comentar sobre o ocorrido.A reportagem também tentou localizar a família da adolescente, porém, os vizinhos afirmaram que eles deixaram a residência na manhã dessa quarta-feira, 6, e não retornaram.
A expressão infanticídio, do latim infanticidium sempre teve no decorrer da história, o significado de morte de criança, especialmente no recém-nascido. Para o Direito brasileiro moderno, este crime somente se configura se a mulher, quando cometeu o crime, estava sob a influência do estado puerperal, logo após o parto ou mesmo depois de alguns dias. No Brasil, é um crime doloso, tendo pena diminuída em relação ao crime de homicídio.
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