Avaliação da rede pública estadual inclui 9º ano do fundamental e 1º do ensino médio
sex, 10 de julho de 2015 07:24Da Redação
Os alunos de escolas públicas do Estado têm concluído o 9º ano do ensino fundamental e o 3º ano do ensino médio com deficiência de aprendizagem nos últimos seis anos. É o que mostram os resultados dos exames do Programa de Avalições da Rede Pública de Educação Básica (Proeb).

Programa de Avaliações da Rede Pública de Educação Básica (Proeb) será aplicado em quatro anos escolares
Para reverter a situação, considerada “preocupante” pela secretaria de Estado de Educação, Macaé Evaristo, será expandida a aplicação de provas para outras séries como forma de propor intervenções. “Jovens que fizeram o ensino fundamental ou concluíram a educação básica não tem o conhecimento desejável”, declarou.
A partir deste ano, as provas do Proeb passaram a ser aplicadas também para o 7º ano do ensino fundamental e 1º ano do ensino médio. Em anos pares, serão avaliados 5º e 9º anos do fundamental e 3º ano do ensino médio. Nos anos ímpares, será a vez do 7º ano do fundamental e 1º e 3º anos do ensino médio.
Em 2014, a média do 9º ano em português foi de 256,9 (a pontuação vai entre 0 a 500). Apenas 37% dos alunos tiveram o padrão recomendado (acima de 225). No 3º ano do ensino médio, a média foi de 281,3 e o índice de alunos no padrão recomendado foi de 37,3%. Em matemática, os percentuais são menores. No 9º ano, a média obtida foi de 265, 5 e 23,2% dos alunos estavam no padrão recomendável. No 3º ano, a média foi de 283,4 – apenas 4,4% no nível aceitável.
Diretora da E.E. Isolina França Soares Torres, Jaqueline Miranda comenta que a mudança tem o objetivo de detectar possíveis defasagens no ensino, e que isso permitirá avaliá-lo não somente no fim das etapas escolares. “Acredito que será positivo para que o estado veja onde é que precisa ser melhorado,” ressaltou.
BOLETIM ESCOLAR PELA INTERNET
O Estado promete disponibilizar, a partir de 2016, uma plataforma para que as escolas informem o desempenho dos alunos pela internet, facilitando o acompanhamento dos pais e tornando públicos os dados sobre educação.
De acordo com a diretora Jaqueline Miranda, algumas escolas chegaram a oferecer o boletim escolar pela internet, mas com sistemas próprios. É o caso da E.E. Isolina, que há dois anos chegou a oferecer essa opção, mas não a manteve. Ela afirma que a escola precisou comprar o sistema e eles não eram unificados.
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