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Araguari no Festival Internacional de Quadrinhos

ter, 19 de novembro de 2013 15:13

Foto: Gazeta do Triângulo

George Pérez, peso pesado do quadrinho mundial,
elogia revista produzida em Araguari

Foto: Gazeta do TriânguloTALITA GONÇALVES – Entre os dias 13 e 17, leitores, artistas e editores nacionais e internacionais fizeram do Espaço Cultural Serraria Souza Pinto um grande ponto de encontro para o lançamento de publicações e principalmente para troca de ideias. O Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte – FIQ se consolida como o maior evento do gênero no país, que nesta 8ª edição, homenageou o cartunista Laerte Coutinho, considerado um dos mais importantes artistas nacionais por quem entende do assunto.Além das várias oficinas, palestras, exposições, apresentações e atividades lúdicas, o FIQ é uma vitrine do que anda sendo produzido no país, em uma época onde o quadrinho vive seu melhor momento.Entre o vasto material exposto nos vários stands à disposição dos visitantes, estavam as revistas Brejo Elétrico, Nihil e Falsa Coral, produzidas por alunos da oficina de quadrinhos realizada em Araguari.E até o americano George Pérez, convidado internacional mais importante do FIQ, recebeu um exemplar e elogiou a iniciativa. Pérez é considerado um mestre das HQs, responsável por renovar gibis da Mulher-Maravilha e dos Novos Titãs, de 1980 a 1989, além da aclamada série “Crise nas Infinitas Terras”, que reorganizou a conturbada cronologia do Universo DC.

Ao saber do projeto, Antônio Eder, um dos idealizadores do site Quadrinhopole, quis contribuir. Doou livros e revistas para a gibiteca que fica à disposição dos participantes.

Beto Martins e Rosemário Souza, coordenadores da oficina, falaram a respeito dessa experiência. Beto Martins também participou do lançamento da terceira edição da revista Capitu, produzida em Vitória (ES). Ele autografou alguns exemplares e teve duas histórias publicadas.

“As pessoas se surpreendem. Como uma cidade pequena consegue fazer isso? A maioria dos artistas divulga com muito custo os próprios trabalhos, se propor a ensinar outras pessoas e conseguir publicar esse material é ainda mais difícil. Havia poucas revistas desse estilo no evento,” ressaltou Rosemário.

“É interessante levar a revista para os alunos que não puderam vir sentirem que, de alguma forma, também participaram dessa festa,” concluiu Beto.

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