Agressão contra mulher de 23 anos mostra indícios claros de infração contra a Lei Maria da Penha
ter, 28 de outubro de 2025 09:13Da Redação

Legenda: Caso foi registrado no domingo, enquanto a vítima recebia atendimento médico.
A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio do 53º Batalhão de Araguari, registrou neste domingo, 26, uma ocorrência grave contra uma mulher de 23 anos. O caso infringiu a Lei Maria da Penha, com a vítima espancada por seu namorado.
O caso que vamos registrar na matéria é revoltante, e fica o pensamento de como um ser humano tem coragem de fazer algo contra uma mulher que é mais fraca e não tinha a condição de se defender dos ataques.
A ocorrência foi iniciada a partir do momento em que a vítima K.K.G.M., 23 anos, deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com vários ferimentos no rosto, motivados pela agressão sofrida anteriormente. Em contato com os policiais, a vítima citou que possui um relacionamento conturbado com o acusado J.R.S., 30 anos, com términos e voltas, sendo que o casal possui uma filha em comum.
A mulher contou que, no dia 23, saiu para uma viagem até a cidade de Curitiba, capital do estado do Paraná, e que retornou no domingo, quando pediu para que um tio do acusado a buscasse em um ponto na BR-050. Contudo, ao desembarcar, a vítima deparou com J.R. a aguardando no local.
Ainda em sua narrativa, a mulher contou que seu namorado citou que ia buscar gasolina para o tio e decidiu ele mesmo esperar por seu desembarque. Assim que entrou no veículo, o acusado não foi até o posto, e adentrou em uma estrada vicinal no Distrito Industrial e passou a agredir a vítima de forma violenta. Quando as agressões foram cessadas momentaneamente, a vítima conseguiu entrar no carro e dar a partida, mas, quando tentou sair, foi agarrada pelos cabelos, reiniciando as agressões.
A mulher agredida conseguiu se desvencilhar do agressor e foi até a casa de uma amiga, que a levou para o atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A vítima apresentava múltiplas lesões, hematomas na face, escoriações, unhadas no pescoço e traumatismo cranioencefálico com fratura de osso occipital e fratura na região orbital. A Polícia Militar registrou que, mesmo após a agressão, o acusado ligou para ele e para a amiga querendo se desculpar e iniciar uma vida nova.
Os policiais que atenderam à ocorrência orientaram K.K. quanto aos procedimentos cabíveis, inclusive a representação criminal e solicitação de medidas protetivas de acordo com a Lei Maria da Penha. O caso repercutiu na cidade de Araguari e passou a ser acompanhado pela Polícia Civil. A Delegacia da Mulher que tem efetuado um trabalho importante na proteção da mulher e continuará investigando o caso.
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