“Africanidade”: exposição aborda história e cultura africana
sex, 17 de novembro de 2017 05:09por Carolina Rodrigues
A mostra também conta com atividades em comemoração ao Dia da Consciência Negra
Em 20 de novembro de 1695, Zumbi dos Palmares é morto, aos 40 anos de idade. Mais de 300 anos depois, especificamente em 2003, a data foi escolhida para a comemoração ao Dia da Consciência Negra.
O líder negro foi um personagem histórico que viveu, representou e morreu pela luta negra contra a escravidão. E, no século XXI, ele é uma das principais expressões de obstinação pela igualdade racial. Desta forma, a celebração, que acontece em âmbito nacional, destaca a importância de exprimir e refletir a condição dos negros na sociedade.

O Espaço Museal do Arquivo Histórico e Museu Dr. Calil Porto está localizado na rua Dr. Afrânio, 178, Centro
Em comemoração e reflexão ao dia, a Fundação Araguarina de Educação e Cultura (Faec) por meio do Setor Museal do Arquivo Histórico e Museu Dr. Calil Porto, apresenta a mostra “Africanidade: consciência, cultura e movimento”. A exposição foi iniciada no dia 13 e permanece até a próxima sexta-feira, 24.
Nestes dias, o espaço museal está preenchido por objetos históricos e culturais que realçam a pluralidade e riqueza africana com elementos do congado, capoeira, fotografias, matérias jornalísticas, entre inúmeros objetos dos períodos de escravidão e abolição.
De acordo com Maria Inês Silvestre de Paiva, educadora e coordenadora museal, “a exposição veio para comemorar o dia 20 de novembro. Nós estamos abordando principalmente o cultural e histórico; a chegada do negro no Brasil, o período da escravidão e a influência dele em nossa cultura. Então, estamos retratando o congado, uma das principais manifestações no município, a capoeira como dança, a escravidão, entre outros aspectos”.
Além da mostra, os visitantes podem participar de oficina e palestras. No segundo dia de exposição, 14, Agnaldo Daniel da Silva – coordenador geral da Central Única das Favelas (Cufa Araguari) mais conhecido como mestre Zulu – ministrou uma palestra sobre cultura popular e história da capoeira. Dias 16 e 17, alunos da Escola Estadual Raul Soares participam das mesas-redondas “Cultura afro-brasileira: história e religiosidade” e “Cultura afro-brasileira: história e cultura”, respectivamente.
Desta forma, o museu apresenta, por meio dos objetos, e incita a reflexão para o dia dedicado a essa consciência. “Enquanto pedagoga, procuro mostrar a participação do negro na sociedade, a valorização da pessoa em si, as contribuições e a diversidade cultural. Nós temos poucos objetos, mas, através das palestras, abordamos os principais pontos culturais e históricos. Porque a valorização intensifica no momento em que se conhece a história; nós conhecemos o hoje por meio do passado”, finaliza Maria Inês Paiva.
Nenhum comentário
Últimas Notícias
- Pallony: baliza zerada em dois jogos, classificação e destaque da rodada ter, 19 de maio de 2026
- Playoffs vão definir os outros dois semifinalistas ter, 19 de maio de 2026
- Manutenção da rodovia que liga Cascalho Rico a Santa Luzia da Boa Vista reforça prevenção a acidentes e queimadas ter, 19 de maio de 2026
- Abadia dos Dourados prepara criação do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência ter, 19 de maio de 2026
- RADAR – 19 DE MAIO ter, 19 de maio de 2026
- Prefeitura promove campanha de saúde bucal em unidades de saúde ter, 19 de maio de 2026
- Prefeitura de Monte Carmelo executa obra de calçamento nos bairros Santo Agostinho e Santa Rita ter, 19 de maio de 2026
- Ecovias reforçam campanha do Maio Amarelo em toda a extensão da BR-050 ter, 19 de maio de 2026
- América/Famep vence o CDF Corumbaíba e está na decisão ter, 19 de maio de 2026
- Homicídio tentado no bairro Santa Helena tem como vítima jovem de 14 anos ter, 19 de maio de 2026
> > Veja mais notícias...
