Adefa celebra Semana Municipal da Pessoa com Deficiência
qui, 3 de dezembro de 2015 08:54por Mel Soares
‘Araguari precisa fazer o dever de casa’, ironiza Vicente Chaves, presidente da associação, ao falar sobre descaso do poder público local ao se tratar de direitos da pessoa com deficiência
As atividades em alusão ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (3 de dezembro) tiveram início no município em 2009 após a criação de uma lei, que instituiu a Semana Municipal da Pessoa com Deficiência, de autoria da vereadora Eunice Mendes (PMDB).

Sede da Adefa foi palco de várias atividades
Conforme informado pelo presidente da Adefa (Associação dos Deficientes Físicos de Araguari), Vicente Chaves, a partir de 2010, a data começou a ser comemorada por meio de passeata no centro da cidade e apresentações teatrais.
Neste ano, a abertura da Semana Municipal foi realizada na tarde desta quarta-feira, 2, na sede da associação, localizada no bairro Paraíso. A programação, aberta ao público, contou com apresentações artísticas sobre temas natalinos sendo protagonizada pelos alunos do Centro de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (CEDEC), Escola Estadual Katy Belém e do grupo de jovens da igreja Nossa Senhora da Penha.
Dando continuidade a Semana, os representantes da Adefa irão participar de audiência pública na Câmara Municipal, na tarde desta quinta-feira, 3. “Iremos discutir a respeito de várias questões, as quais ainda não foram implementadas em Araguari. Uma delas diz respeito à falta de fiscalização de prédios no quesito acessibilidade. O Brasil avançou no sentido de viabilizar leis e Araguari precisa fazer o dever de casa”, destaca.
Para encerrar as ações, a Adefa irá promover um movimento pacífico na praça Manoel Bonito na tarde de sexta-feira, 11. “Iremos nos manifestar por meio de cartazes contendo os nossos direitos, que na maioria das vezes, não são cumpridos”, explicou.
Desabafo
Uma queda de bicicleta afetou a coluna de Juliano Alberto Pereira e isso o deixou paraplégico com apenas 12 anos de idade. Hoje, aos 33, ele comenta que o principal desafio enfrentado é a falta de acessibilidade. “As rampas irregulares construídas em calçadas e em canteiros centrais tem dificultado a nossa locomoção e nos deixando vulneráveis ao risco de acidentes. Outro problema se refere aos transtornos ao querer entrar em uma loja. Na maioria das vezes precisamos da boa vontade das pessoas em nos ajudar”, descreve.
Apesar dos transtornos, Juliano aparenta alegria e motivação pela vida. Em entrevista, ele comenta sobre o basquete sobre rodas, praticado por ele e mais nove cadeirantes na quadra do ATC (Araguari Tênis Clube) três vezes por semana. “A participação no esporte nos deixa mais animados, além de colaborar para que o nosso corpo permaneça saudável”, enfatiza.
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