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Captura de animais silvestres em perímetro urbano cresce 36% em 2018

qua, 16 de janeiro de 2019 05:53

por Carolina Rodrigues

Em relação à captura de enxame de abelhas, o aumento foi de 57%

No começo dessa semana, dia 14, equipe da 2ª Companhia de Bombeiros Militar foi acionada para capturar uma jiboia de, aproximadamente, dois metros de comprimento. O animal estava nos galhos de uma árvore, cuja altura é próxima de quatro metros, posicionada na rua João Rodrigues da Cunha, residencial Portal dos Ipês. Segundo informações da guarnição, a serpente foi remanejada para o habitat natural.

Um tamanduá foi capturado na avenida Nicolau Dorázio

Um tamanduá foi capturado na avenida Nicolau Dorázio

 

Outra ocorrência registrada na manhã de terça-feira, dia 15, foi a captura de um tamanduá, que perambulava pela avenida Nicolau Dorázio. O animal foi acondicionado em local seguro e, posteriormente, encaminhado para ambiente propício, próximo ao rio Araguari; um local afastado do perímetro urbano, que não oferece risco ao animal e com acesso à água e alimentação.

De acordo com o tenente Ésio Oliveira Ribeiro, após estatística, pode-se  considerar o aumento anual de 36% na captura desses animais no ano de 2018. Ao total, foram atendidas 380 ocorrências dessa natureza. Ele explica, ainda, que apesar da grande variação de espécies, a recordista de capturas foi a serpente; cerca de 100 foram apanhadas em perímetro urbano.

Ao ser questionado sobre os motivos desse aumento, o militar aponta uma possível explicação: o desarranjo no habitat natural, provocado pelo desmatamento e aumento de área destinada ao agronegócio. “Nós não fizemos nenhuma pesquisa científica sobre essa situação, mas acreditamos que a diminuição da vegetação nativa, o aumento de área plantada para agricultura e o período de estiagem maior estejam afetando o habitat desses animais. Então, eles começam a procurar moradia na cidade”.

De fato, é noticiado de forma recorrente o aumento no número de animais silvestres em áreas urbanas e, em quase todas as notícias, aponta-se que o desmatamento, bem como queimadas, em matas próximas aos centros urbanos, provocam o desequilíbrio ambiental. Desta forma, as pessoas são surpreendidas, em ruas e residências, com animais que estão à procura de comida e abrigo.

Caso você se depare com um animal silvestre, a primeira recomendação é não matar, pois isso também contribui para o desequilíbrio ambiental. Se for um animal que possa causar danos à pessoa, é orientado que os bombeiros, ou a Polícia de Meio Ambiente, sejam acionados; mas é preciso que a pessoa visualize o animal de longe até a chegada da equipe, facilitando assim, a captura.

Enxame de abelhas

A 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros também vem promovendo a captura de abelhas da espécie europeia, com técnicas de remoção em caixas de papelão. Na tarde do último domingo, dia 13, foi retirado um enxame em um ponto da avenida Minas Gerais.

De acordo com o tenente Ésio, em 2018, houve um aumento anual de 57% na captura de abelhas. Ao total, foram removidos 441 enxames.

O militar afirma que a maioria dos enxames é migratório, da mesma forma que os animais silvestres, citados acima. “Quando o enxame produz, a abelha migra, procurando um local para fazer nova colmeia. Ela vai parar em algum lugar, por exemplo, uma árvore, em busca de abrigo. Quando está incomodando ou oferecendo riscos para as pessoas, nós fazemos a retirada e encaminhamos para o habitat natural”, ressalta.

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