Operação ‘Dominó’ é deflagrada no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba
qui, 20 de dezembro de 2018 05:02Da Redação
Na manhã de ontem, 150 mandados judiciais foram cumpridos em sete cidades da região
Araguari é novamente alvo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia. Nessa quarta-feira, 19, a operação ‘Dominó’ resultou em 150 mandados judiciais cumpridos em sete cidades do Triângulo Mineiro: Araguari, Uberlândia, Uberaba, Monte Carmelo, Abadia dos Dourados, Centralina e Canápolis. A ação conta com o apoio da Polícia Militar e auditores da Receita Estadual.

Na primeira fase da operação foram identificadas sete organizações distintas com atuação no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e sul de Goiás
O objetivo da operação é coibir a atuação de organizações criminosas da região em crimes como roubo de cargas (café, cerveja, grãos, defensivos agrícola, cosméticos, entre outras) e receptação de veículos. Até o momento, as investigações do Ministério Público Estadual (MPE) resultaram em 11 denúncias ao Judiciário contra os alvos e mais de 90 veículos com sequestro decretado entre caminhões, motocicletas e carros de passeio.
Ontem foram cumpridos 89 mandados de prisão preventiva contra 68 investigados, além de 62 mandados de busca e apreensão. Dos alvos, 16 estavam presos por diversos crimes. Conforme a promotoria, o modus operandis das organizações era marcado por violência e por captura de reféns. Entre os envolvidos estão empresários, um cabo na Polícia Militar e dois ex-policiais militares. Um deles estava em prisão domiciliar, após ser condenado por envolvimento em roubos anteriores, cumprindo uma pena de 20 anos.
A investigação teve início em março deste ano, com o foco em uma organização criminosa e resultou na descoberta de ao menos outras sete que atuavam no roubo e receptação de cargas e veículos. Desde então, conforme relatos do MPE, foram efetuadas 25 prisões em flagrantes, delas 16 foram mantidas e nove conseguiram liberdade.
A primeira organização criminosa começou a ser investigada após a apreensão de dois caminhões furtados no interior de Goiás, quando dois criminosos foram presos em flagrante. Os integrantes da quadrilha tinham o hábito de consultar um pai de santo para ter a aprovação do líder religioso antes de cometer os crimes.
O nome da operação vem do efeito dominó que essa investigação provocou, uma vez que a identificação de uma quadrilha levava à ligação dos outros grupos criminosos. Nesta primeira fase da operação foram identificadas sete organizações distintas com atuação nas regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e sul de Goiás. Os criminosos estavam envolvidos em pelo menos 50 ações.
Permissão
Ainda conforme a Promotoria, os integrantes dessa primeira quadrilha investigada consultavam um pai de santo para ter a aprovação do líder religioso antes das práticas criminosas. Com o decorrer dos trabalhos, os investigadores identificaram outras organizações que também atuavam no roubo de cargas, receptação de cargas e veículos, e roubos a propriedades rurais e de veículos.
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