IBGE pede auxílio da prefeitura para o Censo Agropecuário
sex, 10 de novembro de 2017 05:12por Tatiana Oliveira
Reunião foi providenciada por vereador do PMB para conseguir recursos para o instituto
Desde o início de outubro os recenseadores do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – de Araguari estão visitando as fazendas da região para fazer o levantamento do Censo Agropecuário de 2017. Na terça-feira, 8, o vereador Warley Ferreira de Morais (PMB), membro da Comissão Municipal de Geografia e Estatística – CMGE, delineou uma reunião entre a coordenadora do IBGE de Araguari, Rosemary de Cáritas Azevedo de Sousa, o vereador e representantes do Executivo. “O prefeito se colocou solícito em contribuir para que esse levantamento seja feito de forma efetiva e completa”, disse o vereador do PMB.
Segundo Morais, a partir de uma solicitação do IBGE o seu gabinete entrou em contato com o prefeito para mediar o auxílio. “Estamos avaliando duas questões: se a prefeitura vai proporcionar o combustível para que os recenseadores possam abastecer seus veículos ou se vai oferecer ao IBGE um veículo com motorista e combustível”, explica. Os veículos podem ser disponibilizados pelas secretarias de Meio Ambiente ou de Políticas Sobre Drogas, diz o vereador.
O vereador do PMB ressalta a importância do estudo em questão de políticas públicas para ao setor. “A quantidade de propriedades que temos na zona rural parece ser maior do que a levantada pelo Censo Agropecuário anterior. Com os novos dados o município pode aumentar sua receita, criar políticas de saúde e atingir muita gente que pode estar se sentindo abandonada porque simplesmente a prefeitura não tem esses dados atualizados”, especula.
Resistência
A coordenadora do IBGE de Araguari afirma que muito recenseadores estão encontrando resistência de alguns proprietários rurais para responder os questionários. “Isso está acontecendo principalmente com os grandes produtores. Os recenseadores relatam que chegam na propriedade, agendam um horário e a pessoa não atende”, conta.
Os recenseadores recebem por produtividade, ou seja, quanto mais questionários são aplicados, mais ganham. “Eles têm que cumprir uma produtividade de seis questionários aplicados diariamente. Alguns estão conseguindo fazer mais, cerca de 10 por dia”, relata. “Não têm um dia certo para fazerem a visita. Quanto mais rápido terminarem, mais rápido recebem, então para eles é até melhor trabalhar direto”, explica.
Segundo o IBGE, o tempo médio de aplicação do questionário é de 45 minutos, mas isso depende do tamanho e tipo de produção da fazenda. Também de acordo com o instituto, o proprietário pode delegar a função de responder à pesquisa para algum responsável. Quando o proprietário não é encontrado, os recenseadores deixam uma carta na propriedade pedindo para que ele entre em contato com o instituto.
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