Ficha Técnica – Leis da vida
ter, 9 de maio de 2017 05:14
Tenho a certeza, por isso absoluta, de que as falhas mais leves podem carregar os mais pesados fardos. Uma palavra não dita, uma bola perdida, uma nota acima do tom ou um arrastão de frases estupidamente lançadas ao ventilador. Quando se acerta, glória a Deus, mas se por acaso erra, é culpa do signo com ascendência em Gêmeos. Entre o certo, o errado e o fim do portal Ego, prefiro abraçar aqueles que desviam do senso comum e seguem seus caminhos sem se preocupar em conjugar os verbos ser e estar.

Chapecoense é bicampeão estadual
*Divulgação
Há menos de seis meses, o Palmeiras batia a Chapecoense e conquistava o topo do futebol brasileiro após 22 anos de espera. Na madrugada do dia seguinte, a equipe que mediu forças com os campeões nacionais era eternizada na história por uma das maiores tragédias que o país viu. A alegria epidêmica e o misticismo que contaminava o povo de Chapecó deram lugar ao luto e desencanto. Eis que o tempo pede passagem e o mundo gira com diferentes órbitas entorno daquilo que se passou.
Na última semana, depois da batalha travada e vencida contra os uruguaios em Montevidéu, o técnico Eduardo Baptista tão pouco desembarcou no Brasil e dormiu demitido do cargo no Palmeiras. Dias depois, a Chapecoense foi bicampeã do Campeonato Catarinense, com direito a 12 jogos de invencibilidade e sete vitórias consecutivas. As 25 novas contratações de jogadores deram resultado e o time tocou a bola para frente. No entanto, pode ter falhado com aqueles que ensinaram a conduzi-la.
Enquanto a equipe celebra a epopeia entre a tragédia e a volta por cima, muitas famílias das 71 vítimas do acidente ainda buscam por um afago diante das maiores perdas da vida. Os familiares do treinador Caio Júnior cobram uma indenização na casa dos R$ 30 milhões na Justiça pela expectativa salarial que o comandante ganhava e danos morais pela negligência no fretamento do voo e falta de documentação necessária, motivo pelo qual parentes dos sete jornalistas também abriram processo.
Por direitos trabalhistas, incluindo salário, premiações e imagem, viúvas de alguns jogadores processam judicialmente o time, o qual alega que indenizou todas as famílias conforme acertado, juntamente com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). O título estadual chega como uma homenagem pelos que se foram, mas o cuidado e a retribuição desaguam feito lágrimas naqueles que ainda choram. Entre tantos altos e baixos nessa fábrica de gangorras, o futebol imita a vida. O problema é que, nesse caso, a peça é insubstituível.
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