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Servidores do Ministério Público do estado encerram greve e apresentam contraproposta

qua, 27 de janeiro de 2016 08:28

Da Redação – Com Assessoria

Categoria retoma atividades nessa quinta-feira, 28

A greve dos servidores do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi suspensa nessa terça-feira, 26, em uma Assembleia Geral Extraordinária. O movimento completou 113 dias, sendo a greve mais longa ocorrida no estado.

Segundo informações do Sindicato dos Servidores de Ministério Público de Minas Gerais (Sindsempmg) durante o período de greve, os salários dos grevistas foram cortados e houve ameaças de demissão, além da determinação de desconto no salário de todos aqueles que participaram do movimento. Com o objetivo de reverter a determinação, o sindicato ingressou, no ano passado, com um mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, porém, ainda não houve julgamento.

Servidores receberam a proposta de 5% na revisão geral anual

Servidores receberam a proposta de 5% na revisão geral anual

 

Desde o início do movimento, tem havido o acúmulo de procedimentos nas Promotorias de Justiça em todo o estado, devido à adesão de 70% dos servidores em todo o estado. Foram mantidos apenas os 30% do efetivo, exigidos por lei.

Em Araguari, os servidores continuaram em greve. O Ministério Público não informou quantos trabalhadores aderiram ao movimento no município, porém, afirmou que os atendimentos foram realizados dentro do possível.

A greve teve início no dia 5 de outubro do ano passado, devido à falta da revisão geral anual (data-base) referente ao ano de 2015, que é um direito previsto na Constituição Federal. Na última semana, houve mobilização dos servidores e promotores de Justiça, para que a participação do Procurador-Geral de Justiça fosse mais efetiva nas negociações.

De acordo com informações do Sindsempmg, na sexta-feira, 22, houve uma reunião entre as lideranças do movimento e o Procurador-Geral de Justiça Adjunto Administrativo, Mauro Flávio Ferreira Brandão, onde foi apresentada a proposta de 5% na revisão geral anual (data-base). A assessoria de Comunicação do sindicato afirmou que essa é a primeira proposta durante o período de greve. A revisão geral anual prevista é de 8,45%, portanto, a proposta apresentada estava abaixo do que é preconizado por lei.

Durante a Assembleia Geral Extraordinária, os participantes analisaram as propostas e votaram pela suspensão da greve, apresentando uma contraproposta para a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) referente ao corte de ponto. A assessoria de comunicação do Sindicato ressalta que 20% do salário dos servidores foram cortados no mês de janeiro, portanto, os grevistas propõem fazer a compensação através de férias ou banco de horas.

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