Meio Desligado – Zé do Caixão: o que quase ninguém sabe
qua, 18 de novembro de 2015 08:09
Um personagem forte no imaginário do brasileiro, com suas roupas pretas, cartola, unhas gigantes e olhar penetrante. O Zé do Caixão é mais conhecido do que seu criador e intérprete, José Mojica Marins, que terá sua carreira artística retratada em uma série que estreou no canal Space na última sexta-feira, 13, data bem sugestiva. Matheus Nachtergaele encarna Mojica e a verdadeira saga que ele vivia a cada tentativa de fazer um filme bem sucedido.

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Dirigida por Vitor Mafra (do filme “Lascados”), a série é baseada na biografia “Maldito”, escrita por André Barcinski e Ivan Pinotti. Atrás de um personagem que de tão popular é quase mitológico, está um cineasta pioneiro da sétima arte no Brasil no gênero do terror, que entre altos e baixos, teve uma vida mais estranha do que a ficção, fazendo de tudo para realizar seus filmes.
Quem tiver interesse em pesquisar, os terrores americanos eram conto de fadas perto do que Mojica conseguia fazia naquela época e ainda por cima com baixo orçamento. Mas essa criatividade não agradava muito o gosto dos censores na ditadura militar. Depois de um tempo, seus filmes se tornaram cult e ele conquistou muitos fãs norte-americanos, conhecido por lá como Coffin Joe.
A história é contada em seis episódios, cada um girando em torno de um de seus filmes: “Sina do Aventureiro” (1958), “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” (1963), “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (1966), “O Despertar da Besta” (1969), “Perversão” (1978) e “24 Horas de Sexo Explícito” (1985). Ao todo, o cineasta brasileiro tem mais de 20 longas.
Apesar da temática, o seriado com certeza terá momentos cômicos que são retratados no livro, a maioria deles envolvendo as dificuldades que surgiam durante as filmagens por conta do baixo orçamento e as soluções criativas de Mojica e de sua equipe para driblá-las.
Também fazem parte do elenco o diretor de fotografia Atile (vivido por Antonio Saboia), o único na época com algum conhecimento em cinema; Dirce (Maria Helena Chira), personagem fictícia que foi criada para ser a união das mulheres que realmente passaram pela vida de Mojica; e o fiel escudeiro Mario Lima (Felipe Solari), o solucionador dos problemas.
Além da série, o Museu da Imagem e do Som de São Paulo dedicou ao cineasta a exposição “À Meia-Noite Levarei Sua Alma”, em referência ao filme em que Zé do Caixão aparece pela primeira vez. A mostra fica no MIS até 10 de janeiro de 2016 e reúne uma seleção inédita de itens sobre o personagem e suas produções, como fotos, objetos de cena, figurinos, roteiros, colagens, imagens de bastidores e trechos de filmes.

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A biografia de Barcinski e Finotti, esgotada há muitos anos, ganhou uma nova edição pela DarkSide Books e chegou às livrarias no mesmo dia que a série. Nesse relançamento há um posfácio com os últimos anos de Mojica, novas imagens e a filmografia atualizada. São 200 páginas a mais, totalizando 666. Não por acaso.
“Nós temos champanhe”

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A revista “Charlie Hebdo” deve chegar as bancas hoje com uma capa dedicada aos atentados de sexta-feira em Paris. A ilustração é de um homem em atitude festiva, garrafa e taça de champanhe na mão, com o corpo repleto de buracos de bala e a seguinte frase: “eles têm armas. Que vão à m…, nós temos champanhe”. O desenho se refere aos ataques, todos vinculados em lugares de lazer, como casas de show e restaurantes, que deixaram 129 mortos. A mensagem da revista para os franceses é clara. Não ter medo, nem se resignar. E para aqueles que querem nos enfiar goela abaixo o papo furado de “os terroristas fizeram isso, mas…”, não existe “mas”. Nada justifica. E que vão à m… junto com jihadistas.
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