Crise no setor cafeeiro atinge o pequeno e o grande produtor
qua, 13 de novembro de 2013 00:15
O café arábica do cerrado mineiro perdeu espaço no mercado externo
Foto: Divulgação
DA REDAÇÃO – Cafeicultores de todo o país vêm enfrentando uma crise na produção desde 2012. Acredita-se que a situação seja proveniente da redução de compra dos principais consumidores do café brasileiro e também a crescente produção asiática que vem se especializando em grãos.Para agricultores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a consequência é o baixo preço de venda da saca de 60 kg. O valor chega à R$ 253 e não cobre o custo médio de produção. O problema pode piorar em 2014. Devido aos altos custos para cuidar das lavouras, os cafeicultores estão adotando medidas para driblar a crise.Em Araguari, o produtor Antônio Gussoni, que atua no setor há 40 anos, afirma que para amenizar a situação foi preciso fazer a rotação de culturas em sua plantação de café. “Se dependesse apenas do café, não conseguiria manter a produção,” contou.Em Minas Gerais, o setor representa o principal produto do agronegócio e o segundo em importância quanto às exportações do Estado. Conforme contou o diretor administrativo da Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), Sérgio Segantini Bronzi, o café arábica do cerrado mineiro ficou em segundo plano no circuito mundial após 2011, ano em que a saca chegou a ser vendida por R$ 570. Desde então houve avanço no mercado internacional de outro tipo do grão, o robusta, também chamado de conilon, quase 30% mais barato. “A alteração somada à redução de nossas vendas e a queda no preço do produto, aliada à falta de políticas governamentais de apoio, levou o agricultor mineiro a essa crise”, afirmou o diretor.Campus Experimental em Araguari Há quatro anos, o Campus Experimental Izidoro Bronzi foi criado em Araguari. No local são realizados testes na produção do grão, que apontam formas para que o agricultor eleve sua produtividade. O campus faz parte do Programa Integrado de Apoio à Tecnologia Cafeeira (Procafé). “Ações como essas estão disponíveis para qualquer agricultor”, afirmou Sérgio Bronzi, que também é conselheiro fiscal da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado e arrendou parte de sua terra para a instalação do campus experimental.
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