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Ministério Público desvenda assassinato da rua das Araras e pede a preventiva do suspeito

qui, 12 de fevereiro de 2015 01:13

DA REDAÇÃO – O promotor de Justiça André Luís Alves de Melo pediu a prisão preventiva de um homem cujo nome seria “Marcelo Pereira Rocha”, que matou uma mulher em Araguari, em 2010, e desapareceu, sendo localizado no ano passado em Uberlândia, onde prestava serviços na Central de Abastecimento (Ceasa).

O representante do Ministério Público justificou que a prisão do rapaz é necessária para a garantia da ordem pública, da conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, tendo em vista a prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria. Alegou ainda que o investigado é perigoso e que o crime de homicídio qualificado é punido com reclusão.

No dia 2 de novembro de 2010, Maria Cleidiane Santos Silva foi encontrada seminua, apresentando sinais de morte violenta, num quarto de uma igreja evangélica na rua das Araras, bairro Independência.

O suposto assassino compareceu naquele templo pedindo ajuda e teria dito que se chamava “Marcelo”. Com o aumento da confiança das pessoas daquele local, ele passou a trabalhar como pedreiro na construção de outra igreja, recebendo alimentação, moradia, uma bicicleta e um aparelho celular. Passou a atuar também como vigia à noite e dormia no quarto onde a vítima foi encontrada morta.

Conforme o Ministério Público, com a localização do corpo de Maria Cleidiane, o homem desapareceu, não sendo mais visto pelos fieis nas imediações da igreja.

“O denunciado matou a vítima de maneira brutal, com emprego de instrumento contundente, uma vez que a causa morte foi por hemorragia interna devido a traumatismo craniano encefálico, segundo relatoria de necropsia”, trouxe a denúncia do MP. Acrescentou ainda que “Marcelo” matou a mulher com recurso que dificultou a defesa dela, dada a maneira em que a vítima foi encontrada.

O suspeito chegou a ser abordado pela Polícia Militar e levado para reconhecimento, porém a testemunha não confirmou os fatos, temendo alguma represália naquela oportunidade. Posteriormente, na Delegacia de Polícia, a testemunha afirmou sem sombra de dúvidas que o pedreiro era o autor do crime de homicídio.

André Luís Alves de Melo destacou que crimes que caíram no esquecimento na comarca de Araguari estão sendo levantados. Além deste que vitimou Maria Cleidiane, outros estão prestes a ser desvendados.

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