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MG-223 e MG-413 sentem a redução do tráfego de veículos após fechamento da Ponte Quinca Mariano

qua, 19 de agosto de 2026 08:00

Da Redação

Legenda: Trânsito foi reduzido após o fechamento por completo da Ponte Quinca Mariano.

A Polícia Rodoviária Estadual de Minas Gerais, por meio do 2º Grupamento de Trânsito de Araguari, já identificou uma mudança significativa no fluxo de veículos nas rodovias MG-223 e MG-413 após o fechamento da Ponte Quinca Mariano, estrutura que faz a ligação entre os estados de Minas Gerais e Goiás.

 

A ponte, localizada na divisa entre os dois estados, é uma importante ligação entre a MG-413 e a GO-139 e exerce papel estratégico no deslocamento de moradores, trabalhadores, produtores rurais e, principalmente, de turistas que utilizam o trecho para chegar às cidades de Rio Quente e Caldas Novas, destinos conhecidos nacionalmente pelas águas termais e pela estrutura turística. O trajeto também representa uma das alternativas de menor quilometragem para quem segue do Triângulo Mineiro em direção a Goiânia, capital de Goiás.

 

Com a interrupção do tráfego pela Ponte Quinca Mariano, o movimento que antes era intenso em determinados períodos do dia diminuiu consideravelmente. A mudança já é percebida pelos policiais que atuam no policiamento rodoviário e também por moradores, trabalhadores e comerciantes que dependem direta ou indiretamente do fluxo de veículos pela MG-413.

 

A MG-413, que antes recebia um fluxo diversificado de automóveis, caminhões, veículos de transporte e turistas, passou a concentrar principalmente o trânsito daqueles que possuem como destino outras localidades e precisam necessariamente utilizar o acesso por Tupaciguara, além dos moradores do Distrito de Piracaíba e das comunidades rurais existentes na região.

 

Também continuam utilizando a rodovia trabalhadores que realizam o transporte de alunos, produtores rurais e veículos responsáveis pelo escoamento da produção agrícola. Para esse público, a MG-413 continua sendo uma importante via de deslocamento e ligação entre as propriedades rurais, comunidades e centros urbanos.

 

A redução do movimento é especialmente perceptível durante o período noturno. Quem trabalha diariamente na rodovia relata que a paisagem e a dinâmica do trecho mudaram após o fechamento da ponte. O que antes era uma estrada com maior circulação de veículos passou a apresentar longos períodos de pouca movimentação. “Ficou uma pista meio deserta, principalmente para nós que trafegamos à noite. É mais seguro, concordo, mas já estávamos acostumados com um movimento maior de veículos”, destacou Anderson Sousa, trabalhador que atua no recolhimento de leite em fazendas da região.

 

Para os profissionais que dependem da rodovia diariamente, a redução do tráfego traz uma sensação diferente durante os deslocamentos. Embora o menor número de veículos possa representar, em determinados momentos, uma diminuição do risco de acidentes relacionados ao grande fluxo, a estrada mais vazia também exige atenção dos condutores, principalmente durante a noite, quando a presença de outros usuários da via pode ser ainda menor.

 

A Polícia Rodoviária Estadual reforça que a mudança no fluxo não significa que os cuidados devam ser reduzidos. Pelo contrário. Motoristas que continuam utilizando os acessos pela região precisam redobrar a atenção, principalmente nos trechos de serra e nas áreas com curvas acentuadas.

 

A orientação da PRE é especialmente direcionada aos motoristas que estiverem trafegando pela rodovia com destino ao estado de Goiás e que, diante do fechamento da Ponte Quinca Mariano, optarem pelo deslocamento passando por Tupaciguara.

 

Nesse caso, a atenção deve ser redobrada na MG-223, especialmente na região da Serra do Rio Araguari. O trecho possui características que exigem maior cautela dos condutores, com pista íngreme, curvas acentuadas, pontos de visibilidade reduzida e ausência de acostamento em determinados segmentos.

 

As características da rodovia fazem com que os motoristas mantenham velocidade compatível com as condições da pista, respeitem rigorosamente a sinalização e evitem ultrapassagens em locais proibidos ou de baixa visibilidade.

 

Outro fator que merece atenção é a circulação de veículos de grande porte e de transporte de cargas. Em trechos de serra, a diferença de velocidade entre automóveis, caminhões e outros veículos pode aumentar o risco de acidentes quando não há atenção suficiente por parte dos condutores.

 

A PRE recomenda ainda que os motoristas planejem o deslocamento antes de iniciar a viagem, principalmente aqueles que não conhecem a região ou que passaram a utilizar a rota alternativa em razão do fechamento da ponte. O conhecimento prévio do trajeto, aliado ao respeito aos limites de velocidade e às condições da via, contribui para uma viagem mais segura.

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