Autismo e maternidade atípica são debatidos em roda de conversa na Câmara
sáb, 9 de maio de 2026 08:00Da Redação

Foto 2: O encontro aconteceu na tarde da última quarta-feira, 6.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi tema de uma roda de conversa promovida pela Escola do Legislativo Vereadora Virgínia Alcântara, em parceria com a vice-presidente da Câmara, Maria Cecília. O encontro aconteceu na tarde da última quarta-feira, 6, no plenário da Câmara Municipal, reunindo autoridades, profissionais da saúde e mães atípicas para discutir acolhimento, diagnóstico e políticas públicas voltadas às crianças com autismo.
O TEA é um distúrbio relacionado ao neurodesenvolvimento, que pode afetar a comunicação, a linguagem, a interação social e o comportamento. Apesar dos desafios, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado contribuem para o desenvolvimento da autonomia e para a melhoria da qualidade de vida das crianças. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece uma rede de apoio e assistência às pessoas com essa condição.
Participaram do encontro as vereadoras Ana Lúcia e Maria Cecília, a secretária municipal de Saúde, Thereza Christina Griep, o psicólogo e neuropsicólogo da infância e adolescência Rafael Godói, o médico neuropediatra Nelson Donizete, além de familiares e representantes da comunidade.
Durante a reunião, as mães apresentaram demandas, compartilharam experiências e apontaram sugestões para ampliar o atendimento e fortalecer as políticas públicas voltadas ao autismo. Para garantir maior inclusão e acessibilidade, o evento contou com intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Em sua fala, o psicólogo Rafael Godói destacou a importância do acolhimento e da compreensão sobre o transtorno. “O autismo sempre existiu, mas é que agora conseguimos dar nomes. Foi o nosso olhar como profissionais e pais que mudou. O acolhimento é importante e muitas famílias enfrentam dificuldades no tratamento de seus filhos. Não há um exame específico para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA), é preciso uma observação mais detalhada dos sintomas e dos sinais que ficam mais evidentes a partir dos 5 anos. Uma grande preocupação dos pais diz respeito ao autista não verbal, porém é importante perceber que existem outras formas de comunicação como, por exemplo, gestos e comportamentos”, explicou
A secretária municipal de Saúde, Thereza Christina Griep, também relatou os desafios enfrentados pelas famílias e apresentou dados sobre a rede municipal de atendimento. “Meu filho de 11 anos tem autismo nível 3 de suporte e ele só se verbalizou aos 9. É uma dificuldade muito grande que nós mães enfrentamos, nos momentos de crise, as pessoas julgam a situação. São 320 crianças na rede municipal de saúde aguardando diagnóstico de TEA ou retorno. 220 pacientes já recebem os tratamentos necessários. Precisamos avançar em políticas públicas, divulgar o que é feito e melhorar o que já temos”, disse.
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