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Vereadores questionam prefeitura e “Missão Sal da Terra” em relação ao funcionamento da UPA

qua, 28 de setembro de 2016 05:18

Da Redação

Edis solicitaram dados referentes a valores gastos com manutenção, folha de pagamento entre outros

Os representantes da Organização Social “Missão Sal da Terra” e a secretária de Saúde estiveram presentes na sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada nessa terça-feira, 27, para responder aos questionamentos dos vereadores em relação ao funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Gestores afirmaram que o número de altas hospitalares aumentou e o número de óbitos diminuiu

Gestores afirmaram que o número de altas hospitalares aumentou e o número de óbitos diminuiu

 

A secretária de Saúde, Lucélia Aparecida Rodrigues, foi convocada pela vereadora Eunice Mendes (PMDB) e compareceu à sessão realizada no dia 20 desse mês, quando prestou esclarecimentos em relação às cirurgias de cataratas, convênios com laboratórios, exames de alto custo e de sangue, além de dados relacionados a esses procedimentos.

Durante a sessão dessa semana, a vereadora questionou a secretária em relação aos valores gastos com a manutenção da UPA, folha de pagamento dos funcionários, Concurso Público e a gestão da Organização Social “Missão Sal da Terra”, além de solicitar documentos, como a lista de funcionários e médicos da unidade e seus horários de trabalho.

Em relação aos valores, a secretária afirmou que a prefeitura repassa R$ 1,2 mi mensalmente para a unidade, dos quais R$ 900 mil são destinados para a folha de pagamento e R$ 300 mil são utilizados para a compra de medicamentos e outros materiais. “Com o fechamento do Pronto Socorro e a terceirização da Unidade de Pronto Atendimento, nessas primeiras prestações, fizemos uma economia de aproximadamente R$ 300 mil e ainda custeamos todo o funcionamento. Estamos aguardando agora a aprovação do repasse mensal por parte do Ministério da Saúde”.

A secretária comentou que os funcionários da unidade serão contratados através do Concurso Público, realizado pela “Missão Sal da Terra”, que ainda está em andamento. “Quando ocorreu o processo seletivo, todos os participantes foram avisados de que o contrato era temporário e teria a duração de 120 dias. Além disso, todos tiveram a oportunidade de participar do Concurso Público”.

Lucélia acredita que a eficiência do atendimento e a satisfação dos usuários aumentaram com a Unidade de Pronto Atendimento. “O número de atendimentos não foi reduzido. Apenas fizemos a conscientização dos casos que devem ser atendidos na Atenção Primária e estendemos os horários das Unidades Básicas de Saúde, deixando a urgência e emergência para a UPA”.

A Comissão de Acompanhamento, Avaliação e Fiscalização do Contrato de Gestão tem inspecionado o funcionamento da unidade. “A comissão redigiu três atas de reunião nesse sentido, onde a equipe realizou o acompanhamento do contrato, acompanhamento dos equipamentos e fez auditoria dos equipamentos e medicamentos”.

Eunice Mendes também questionou a secretária sobre os motivos do fechamento do Pronto Socorro. A secretária afirmou que dentre os principais motivos estão o descumprimento dos horários por parte dos médicos e a estrutura do imóvel. “Durante nossa gestão, procuramos dar um atendimento digno à população araguarina, mas vários fatores foram contrários. O Ministério Público recebeu diversas denúncias, relacionadas principalmente à falta dos médicos e a estrutura, que não estava oferecendo uma boa qualidade aos usuários”.

O médico Edson Pereira de Sousa Junior, coordenador técnico da UPA, comenta que existe uma conduta para avaliação dos médicos em contrato de experiência. “Eles são avaliados a cada 45 dias. Esses médicos preenchem um formulário de auto avaliação e, de acordo com os relatos dos pacientes, podem ser advertidos ou mesmo desligados. Estamos na gestão da UPA há três meses e, nesse período, desligamos vários profissionais, às vezes por má conduta, outras vezes por não se adequarem ao perfil profissional que gostaríamos. Ainda assim, nosso número de médicos está além do que é exigido pelo contrato, pois buscamos em primeiro lugar a qualidade do atendimento”.

O vereador Rafael Guedes (SD) questionou os gestores em relação à quantidade de óbitos ocorridos na UPA. O superintendente da área de saúde da “Missão Sal da Terra”, Ricardo Borges, informou que o percentual diminuiu. “Temos o índice de resolubilidade indicando que, no último mês, tivemos um percentual de transferência de 47%, as altas hospitalares foram 46% e os óbitos 6%. Esse mês, o número de transferência caiu para 24%, as altas subiram para 71% e o número de óbitos caiu para 3,4%, ou seja, de 25 mortes, caiu para 14 mortes”.

Segundo a vereadora Eunice Mendes as respostas foram satisfatórias. “Resolvemos algumas situações que não tínhamos informações, mas, ainda temos algumas dúvidas e solicitamos o envio da documentação. Ficamos sabendo também que o valor enviado mensalmente para a UPA ficará mais apertado para a prestação de serviço, pois os medicamentos por parte do município acabaram e cabe a UPA a aquisição desses remédios; isso nos preocupa”.

A vereadora afirma que o acompanhamento das atividades da UPA continuará. “Agora iremos aguardar o encaminhamento dos relatórios com os nomes de funcionários e prestadores de serviço, além do relatório de acompanhamento dos atendimentos e índices. Recebendo esses relatórios, continuaremos a fiscalizar”.

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