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Vereadora discute questão dos dependentes químicos e moradores de rua de Araguari

qua, 4 de março de 2015 01:08
O projeto da Associação Casa de Davi foi apresentado na sessão dessa terça-feira, 3
O subsecretário explicou a questão dos subsídios para as comunidades terapêuticas. Foto: Divulgação

O subsecretário explicou a questão dos subsídios para as comunidades terapêuticas. Foto: Divulgação

STELLA VIEIRA – A vereadora Virgínia Alcântara (PTC), como presidente da Comissão de Esporte, Lazer e Turismo da Câmara de Vereadores, realizou, no dia 26 de favereiro, uma viagem a Belo Horizonte para discutir a questão dos dependentes químicos e moradores de rua de Araguari.

Durante a viagem, a vereadora esteve na subsecretaria Antidrogas, com o gestor Rafael Miranda. “Essa comissão precisa fiscalizar essa área, que traz tantos problemas e influencia conflitos na cidade, como a falta de segurança e prostituição”. De acordo com a vereadora, o subsecretário afirmou que hoje existe uma forma de captação de recursos para as comunidades terapêuticas, através de uma rede complementar. “Para que esse projeto seja estendido para o interior do estado é necessário que as redes de acolhimento da área de saúde, ligadas à dependência química, como o Centro de Atendimento ao Dependente Químico (CAD) e o Centro de Apoio Psicossocial (CAPS), estejam adequadas e possuam equipes capacitadas para conseguirmos uma linha de financiamento”.

Virginia comenta que a subsecretaria está em negociação com a OSCIP – Terra da Sobriedade para retomar o Programa Papo Legal, que está suspenso desde dezembro do ano passado. “O estado também está voltando com investimentos para fortalecer o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), da Polícia Militar. Além disso, o subsecretário fará um projeto para que os bens apreendidos pela Polícia Federal, provenientes do tráfico de drogas, sejam voltados para programas de prevenção de tratamento e ressocialização na área de dependência química”.

A vereadora também esteve na secretaria de Desenvolvimento Social, com a superintendente de Políticas da Assistência Social, Tereza Cristina Gusmão e a diretora de Proteção Especial, Maria do Carmo Martins Ribeiro, para discutir, além da dependência química, a questão dos moradores de rua.” Comentamos sobre a demanda crescente que temos em Araguari em relação a essas duas problemáticas, que estão interligadas. Também ressaltamos a questão da Associação Casa de Davi, que é uma possível solução para essa situação crítica”.

Segundo a vereadora, a existência da Casa de Davi foi recebida com muita satisfação. “Esse problema nunca foi solucionado, mas o abrigo é um instrumento de assistência social que não visa apenas o tratamento da saúde, mas também a reinserção na sociedade. Elas afirmaram que após o reconhecimento da casa como uma utilidade pública, nós poderemos inseri-la no Conselho de Assistência Social e no Sistema de Cadastro Nacional de Entidades Sociais, para captarmos recursos de manutenção”.

O projeto da Associação Casa de Davi foi apresentado durante a sessão da Câmara Municipal nessa terça-feira, 3. “Estivemos com a equipe no sábado, 28, e ficamos sabendo que eles conseguiram uma chácara próxima à casa, que poderá receber os acolhidos enquanto é definida a questão da reforma do local ou a construção de uma nova sede, em um terreno que eles possuem. Agradecemos também à comunidade que tem se manifestado, e aos setores que se disponibilizaram a colaborar com a obra”.

A vereadora convocou o secretário Antidrogas, José Pacifico Martins Ferreira, para participar da sessão, porém, ele não pode comparecer e enviou uma justificativa. “Temos essa secretaria em Araguari e o prefeito Raul Belém (PP) tem interesse em solucionar o problema. A convocação do secretário continua para a próxima reunião”.

1 Comentário

  1. antonio disse:

    Direcionar esses programas para o trabalho, trabalho braçal, que dignifica o ser humano.Tratar os dependentes apenas como doentes, não traz benefício algum. Estão doentes pela necessidade de se intorpecer, mas não estão inválidos. Os programas devem buscar resgatar essas pessoas com o trabalho, manual, artesanal, algo que ofereça uma ocupação para esses individuos. O que vemos em nossa cidade , são varios jovens que no decorrer do dia não se ocupam de nenhuma tarefa, perambulam em busca de drogas e alcool.Infelizmente a secretária de ação social, não atenta para isso, talvez se alguns desses responsaveis pelas secretárias de bem estar social se deslocassem para fora de seus cabinetes e olhassem para alguns bairros de nossa cidade, saberiam do que estamos falando. Araguari está “doente’, seus jovens estão perdidos pelo consumo exagerado de drogas. Isso é triste, é uma situação que a curto prazo transformara nossa cidade em um lugar perigoso para se viver, precisamos urgentemente de pessoas que possam trabalhar a mente desses cidadãos e resgatá-los para a sociedade.

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