Transtornos na saúde pública são denunciados na Câmara Municipal
qua, 8 de março de 2017 05:38por Mel Soares
Na sessão da Câmara Municipal desta terça-feira, 7, o vereador Sebastião Joaquim Vieira (PRP) apresentou requerimento solicitando providências do Executivo em relação a transtornos quanto a falta de materiais de trabalho e de higiene em postos de saúde.
Foi verificado pelo vereador juntamente com seus assessores a falta de produtos como caneta, envelope e papel higiênico em uma Unidade Básica de Saúde. “Uma vergonha. O atendimento aos pacientes também está precário. Não tem medicamentos, seringas, agulhas”, exemplificou.

Sebastião Joaquim Vieira “Tiãozinho” questiona representantes municipais ao usar a tribuna
O vereador de oposição chama a atenção para o fato de representantes municipais serem formados em medicina. “O que está acontecendo vice-prefeito e secretário de Saúde? Se não tem processo licitatório ou nenhum procedimento encaminhado que se faça dispensa de licitação para compra de remédios. Nesta semana precisei doar uma cesta básica para uma unidade básica de saúde”, revelou.
Outro ofício encaminhado ao prefeito Marcos Coelho (PMDB) que também foi apresentado na semana passada pelo vereador Paulo do Vale (PV) refere-se à dívida da prefeitura com a Santa Casa de Misericórdia. “Infelizmente a Santa Casa corre o risco de parar os serviços por conta de falta de pagamento. Eu não quero saber se houve ou não dívidas da gestão anterior; quero saber qual é a dívida e por que não estão pagando. Quanto de recurso está vindo do governo federal e não está sendo repassado? O que não pode é o nosso povo ficar sem atendimento”, declarou.
O vereador Dhiosney Andrade (PTC) também fez questionamentos em relação a saúde. Através de requerimento ele solicita a lista de nomes dos médicos contendo também as especialidades, locais de trabalho e carga horária diária.
“Tenho a informação de que um médico deveria atender no posto de saúde do bairro Goiás, mas frequentemente apresenta atestado médico. Em outras unidades tem profissionais que também não cumprem a jornada de trabalho. Este é um dever, uma obrigação nossa, enquanto vereadores. Os mesmo que são faltosos tem pressionando o governo para terem aumento de salário, um absurdo”, relatou.
O vereador deixa claro que não é contra o aumento salarial da classe médica, desde que cumpram com os deveres.
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