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Suprema equação

qua, 1 de abril de 2015 06:00

por Mário F.S.Junior

A humanidade vem através de séculos incontáveis à procura da felicidade, porém usando  as lentes do egoísmo e do orgulho para encontrá-la. Enceguecidos os homens se deixam levar através de florestas de espinhos, dor e sofrimento tentando encontrar o “paraíso” valorizando as coisas materiais como se através delas pudéssemos definitivamente nos isentar de tudo o que nos faz sofrer.

Alguns colocam em Deus sentimentos humanos como: raiva, ódio, ciúme para justificar seus atos, e tentam de todas as formas convencer seus semelhantes de suas loucuras. A fugacidade da vida leva as pessoas ao desespero, e querem a todo custo vive-la através de artifícios do vício como: a bebida, droga, sexo descontrolado, obsessão por ajuntar dinheiro, não importando a forma.

Muitos usam a religião como meio de vida, ameaçando as criaturas deprimidas, incautas e desesperadas com inferno, demônios e outros, fanatizando-as para atingir seus objetivos e se aproveitando de pessoas que apenas  procuram um raio de esperança.  A desonestidade e a corrupção campeiam; pessoas que pareciam de caráter ilibado de repente são envolvidas em escândalos homéricos, desviam fortunas que nem em mil vidas dariam conta de gastá-las, a troco de que?

Outros se viciam no poder e levam povos à miséria, tripudiando e levando o sofrimento àqueles que acreditaram em suas promessas. As pessoas se esquecem que as diferenças sociais existem devido a nossa ganância e ignorância e que é obrigação daqueles que podem mais socorrer os mais necessitados, através de oportunidades  e  empregos e não de esmolas.

Sabem  que por isso a fortuna faz rodízio nas mãos dos homens. Que, se dividisse toda a riqueza do mundo em partes iguais, em pouco tempo haveria pobres e ricos novamente, então a fortuna é uma oportunidade de servirmos a Deus e ao nosso próximo dando ao que nos foi emprestado o destino devido, nem todos tem o conhecimento e habilidade necessária para a administração de bens materiais.

No mundo capitalista a expressão, “time is money”, antecede o bom senso, e nos faz esquecer de tudo o que aprendemos sobre a igualdade, fraternidade e a solidariedade. Nos transformamos em uma sociedade robotizada, que consegue através da camuflagem dos sentimentos nos eximir da responsabilidade e finalidade  para que fomos criados e viver uma utopia.

É incrível que apesar dos exemplos que o Criador tem nos enviado na figura de: Francisco de Assis, Madre Tereza, Irmã Dulce, Francisco Xavier, Sócrates, e do próprio Jesus consigamos fazer vista grossa para nosso papel.

Contam que Albert Einstein passou a vida à procura da suprema  equação que seria a solução definitiva para os homens, e que ao chegar seu desencarne, foi levado a uma escola no céu. Lá um anjo dava uma aula de matemática avançada a várias crianças. Ele chegou se sentou na última carteira e viu aquele ser angelical em sua exuberante pureza terminando assim a suprema equação que ele tanto procurou: (….) > A+M+O+R = AMOR. Boquiaberto perguntou: “-Simples assim?” O Anjo num enorme sorriso lhe respondeu: “-Deus é simples.”

1 Comentário

  1. antonio disse:

    Texto maravilhoso , parabéns Mário F. S. Junior. Agradável a leitura. E assim, caminha a humanidade,colocando seus Deuses como plano de fundo e justificativa par seus atos.Conheço infelizmente muitos que se dizem servos e servas de DEUS, que estão sempre nas missas e programações religiosas, os rebentos desde a mais tenra idade já os acompanha sonolentos aos sermões dos padres e ai se pestanejar, super envolvidos no trato católico, mas que se negam a tratar as pessoas com humanidade, julgam prematuramente como se fosse o espelho da virtude a ser seguido,”minha casa é a mais limpa”, embora o coração esteja encoberto pelo pó do orgulho e da soberba, o “diabetes” que se manifesta nos corações amargos, que julgam pela posição social, ah! o filho dos “familia abastada” nossa que maravilha, um partidão para minha filha, família muito boa, enquanto nossa senhora aquela moça não, a “familia dela não vale nada”, julgam, julgam , julgam, e menosprezam corações. E as vezes se perdem a grande oportunidade de ser verdadeiramente grande, sendo pequeno no orgulho, na cobiça, na soberba. Admiro pessoas que não compartilham dos fanatismos, dos modismos e vivem pela própria essencia, essas são mais justas.

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