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Superlotação no presídio poderá ser amenizada ainda neste ano

qui, 9 de fevereiro de 2017 05:05

Da Redação

O Presídio de Araguari, que abriga aproximadamente 400 presos – a capacidade é para 174, está entre os mais abarrotados do Estado. A situação poderá ser amenizada ainda neste ano caso seja implementada a proposta apresentada nesta semana pelo presidente do Conselho de Criminologia e Política Criminal de Minas Gerais, Alexandre Victor de Carvalho, e pelo presidente do Conselho Penitenciário de Minas Gerais, Bruno César Gonçalves da Silva.

Presos superlotam celas, inclusive muitos se encontram em prisão provisória

Presos superlotam celas, inclusive muitos se encontram em prisão provisória

 

A intenção é ampliar a quantidade de presos com tornozeleiras eletrônicas a partir de 2017, no entanto, dependerá da parceria com Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário e o Estado. Aliás, conquistar a confiança do MP é um dos grandes desafios para a implementação da proposta.

Conforme colocado pelos dois Conselhos, é preciso reduzir cada vez mais a entrada de detentos no sistema prisional e liberar mais gente. Porém, atualmente ocorre o inverso. “A liberdade provisória é a regra e a prisão provisória é a exceção”, afirmaram, na proposta.

Atualmente há 69.765 presos nas unidades mineiras, dos quais cerca de 1.500 utilizando tornozeleiras. O déficit é de 28,8 mil vagas. Pelo menos 34 mil detentos se encontram em prisão provisória (aguardando julgamento). Esse número pode ser reduzido para 19 mil se a ideia der certo.

O valor do investimento não foi revelado, mas o Tribunal de Justiça de Minas Gerais deve arcar com dois terços e o governo de Minas completará com um terço.

Em 2012, o então promotor responsável pela área, André Luís Alves de Melo ajuizou Ação Civil Pública (ACP) visando obrigar o Estado a liberar tornozeleiras para presos no regime de prisão aberto domiciliar em Araguari. Não obteve sucesso e houve recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) – até hoje sem julgamento, apesar da “preocupação imensa” com a questão prisional.

André Luís também pediu, na ACP, a construção de albergue na Comarca para detentos do regime aberto, conforme prevê a legislação penal.

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